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Famílias de vítimas soterradas em gruta aguardam indenização 4 anos após tragédia em Altinópolis, SP

Famílias de vítimas de desmoronamento em Altinópolis, SP, não receberam indenização
Quatro anos após o desmoronamento que matou nove bombeiros civis em uma gruta na zona rural de Altinópolis (SP), as famílias das vítimas ainda não receberam as indenizações determinadas pela Justiça.

Em maio de 2023, o dono da Real Life, escola responsável pelo treinamento na gruta Duas Bocas, foi condenado pela Justiça a pagar R$ 50 mil a cada família.

Uma apólice de seguro citada após o acidente não foi localizada pela seguradora e a pessoa responsável pela contratação está entre os mortos.
As famílias aguardam os valores como forma de reparação pela tragédia, segundo o advogado David Lucas de Oliveira.

“Na época dos fatos, o contratante do seguro, o senhor Celso, também veio a falecer. Com o falecimento dele, essa suposta apólice de seguro sumiu. O estado nega a responsabilidade e a gente está nessa batalha para receber esse valor, para ressarcir as vítimas. A seguradora nega que foi contratada essa apólice de seguro. O Celso, por sua vez, deixou áudios falando que teve a contratação. E a empresa é a Real Life, ela quebrou, está insolvente, não tem mais condições de fazer nenhum tipo de pagamento”, diz o advogado.

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Em cima, da esquerda para a direita, Débora Silva Ferreira, Natan de Souza Martins, Jenifer Caroline da Silva, Celso Galina Junior e Ana Carla Costa Rodrigues de Barros; embaixo, da esquerda para a direita, Rodrigo Triffoni Calegari, Elaine Cristina de Carvalho, Jonatas Ítalo Lopes e José Candido Messias da Silva. Grupo morreu em desabamento de gruta em Altinópolis, SP
Arquivo pessoal
A defesa de Sebastião Francisco de Abreu Neto diz que ele faliu após o acidente e não tem condições de arcar com os pagamentos.

“Após o acidente, ele teve que encerrar as atividades e buscar outros meios de subsistência. Por isso, agora ele está mal das pernas”, diz o advogado Wesley Felipe Martins dos Santos Rodrigues.
Uma taxa judiciária, referente às custas processuais no valor de R$ 3,5 mil, também deixou de ser paga por Sebastião. A dívida deve ser inscrita na Fazenda Estadual.

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