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Helicópteros se chocam no ar no Rio e seis morrem: o que se sabe sobre acidente

As autoridades no Rio de Janeiro divulgaram no início da tarde deste domingo o nome das 6 vítimas da colisão e queda de 2 helicópteros no Recreio dos Bandeirantes.
As vítimas são:
Helicóptero PP-MAC
Alexandre Souza, piloto da aeronave;
Gaspar Prim, o Gaspi, youtuber argentino;
Lucas Brito Chaves, o Lucas Frota, produtor musical brasileiro;
Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino;
Nickel Oliver Tree, cantor e produtor americano.
Cantor Oliver Tree está entre as vítimas do acidente de helicópteros no Rio de Janeiro.
Reprodução
Oliver Tree era um músico norte-americano conhecido pela persona excêntrica com visual caricato, com cortes de cabelo e roupas exagerados. Leia perfil do cantor.
Entre os hits do artista estão “Miss You”, parceria com Robin Schulz, e “Life Goes On”. Somados, os clipes têm cerca de 800 milhões de visualizações.
Gaspar Prim Díaz, conhecido como Gaspi, foi um criador de conteúdo argentino conhecido por seu humor irreverente e provocador, com vídeos de abordagens espontâneas a desconhecidos nas ruas de Buenos Aires, marcados pela saudação “buenass” e por sua voz grave. Confira quem era.
Em 2025, Gaspi ganhou ainda mais visibilidade internacional ao participar da “La Velada del Año V”, evento de boxe entre criadores de conteúdo organizado pelo streamer espanhol Ibai Llanos, no Estádio La Cartuja, em Sevilha.
O DJ e produtor brasileiro Lucas Frota começou a tocar aos 12 anos e morava nos Estados Unidos há quase uma década. Ele estava radicado entre as cidades de Miami e Los Angeles.
Ele tem diversos trabalhos com selos especializados em música eletrônica, além de ter se apresentado em casas noturnas da pelos EUA e Europa. Seu projeto mais recente foi a gravação de um DJ set no Cristo Redentor, produzido em dezembro de 2025.
Helicóptero PR-DJJ
Charles Marsillac, piloto.
Existe alguma linha de investigação sobre a causa do acidente?
Até a conclusão desta reportagem, ainda não há detalhes sobre o que teria causado o acidente entre os dois helicópteros.
O que dizem as autoridades aéreas?
Em nota oficial, a FAB disse que a investigação será feita pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) afirmou que está apurando a situação das aeronaves e pilotos envolvidos no caso.
Nota do Cenipa
“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro–RJ, foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro–RJ.
Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.”
Nota da Anac
"A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informa que tomou ciência do acidente aéreo, envolvendo dois helicópteros, hoje, 14 de junho, no Rio de Janeiro, e está apurando a situação das aeronaves e pilotos envolvidos no caso. As investigações sobre as causas, por sua vez, serão conduzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).
A Anac lamenta o ocorrido, se solidariza com familiares e amigos das vítimas e reitera a todos os passageiros de voos da chamada aviação geral que verifiquem a situação de empresas e aeronaves antes do embarque. Essa checagem pode ser feita na plataforma Voe Seguro. A Agência destaca ainda que o transporte ilegal de passageiros é crime e coloca vidas em risco."
Esse tipo de acidente entre dois helicópteros é comum?
Helicópteros que estavam envolvidos no acidente no Rio de Janeiro.
Reprodução
A colisão no ar de duas aeronaves, como ocorreu entre dois helicópteros no Rio de Janeiro neste domingo, é um acidente muito raro na aviação brasileira — apontam dados do Cenipa, a autoridade brasileira responsável por investigar desastres aéreos.
Foram cinco acidentes desde 2016 de um total de 1.625 acidentes aéreos. Dois deles foram em 2016, um em 2018, um em 2019 e dois neste ano, já contando com o acidente do Rio de Janeiro.

Quem eram os donos dos helicópteros?
O helicóptero PR-DJJ, que estava apenas com o piloto Charles Marsillac, tem como proprietário Mauricio da Cunha e Silva Espindola Dias. A informação é da Anac.

Já o proprietário do helicóptero PP-MAC era Oswaldo de Luca Filho. Ele já foi autuado pela Anac em julho de 2025 pois teria recusado exibir livros, documentos contábeis, informações ou estatísticas aos agentes da fiscalização.
Os agentes ponderaram que, por ser a primeira notificação, a multa aplicada ficou nos patamares mínimos, de R$ 8 mil.
A reportagem tentou contato com a defesa de Oswaldo de Luca Filho. O nome do proprietário da aeronave não está na lista de vítimas identificadas no acidente.
Imagem de câmera de condomínio mostra helicóptero caindo no Recreio dos Bandeirantes neste domingo (14)
Reprodução

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