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Por que Trump está promovendo um evento de lutas de UFC na Casa Branca?

Arena de luta provisória foi montada no jardim da Casa Branca
AFP via Getty Images
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá neste domingo (14) a uma sequência de lutas de artes marciais mistas (modalidade conhecida pela sigla em inglês MMA, de mixed martial arts) em uma arena construída em plena Casa Branca.

Segundo o republicano, o espetáculo será "o maior show da Terra".
O MMA chegou a ser proibido na maioria dos estados americanos há 30 anos, mas com essas restrições já suspensas há muito tempo, o esporte de combate estará em plena exposição, em um sinal de sua crescente popularidade e influência política.
Realizado pelo Ultimate Fighting Championship (UFC), hoje uma das maiores organizações de MMA do mundo, o evento contará com 14 lutadores, que se enfrentarão nos jardins da residência presidencial.
Agora no g1
Entre eles está o brasileiro Alex "Poatan" Pereira, que enfrenta o francês Ciryl Gane na disputa pelo cinturão interino dos pesos-pesados.
Donald Trump
Bloomberg via Getty Images
O espetáculo foi batizado de UFC Freedom 250 e tem como objetivo comemorar o 250º aniversário do país, celebrando o "espírito lutador americano".
Críticos questionaram se o evento, cuja data coincide com o 80º aniversário de Trump, é uma celebração adequada para a independência dos EUA.

Um grupo de oposição chegou a entrar com um processo na Justiça alegando que se tratava de um "uso indevido e flagrante de nossos monumentos nacionais sagrados".
A magnitude da preparação é proporcional à controvérsia. A estrutura de aço da arena, com 28 metros de altura, alterou completamente a paisagem do gramado sul da Casa Branca.

Ela foi projetada para acomodar cerca de 4 mil espectadores, enquanto outras 85 mil pessoas devem assistir em telões gigantes no Ellipse, um parque localizado nas proximidades.
A imagem de lutadores trocando golpes sob as janelas do Salão Oval não é apenas um evento isolado — é o ápice de uma aliança de um quarto de século.

Para entender como esse esporte chegou ao principal espaço político dos Estados Unidos, é preciso voltar a um período em que tanto o UFC quanto Donald Trump estavam em situações completamente diferentes.
A arena montada no jardim da Casa Branca para a luta de UFC neste domingo (14)
Getty Images
A força motriz por trás do evento é a amizade de 25 anos entre Trump e o presidente do UFC, Dana White.
Quando White e seus sócios compraram a organização em dificuldades por US$ 2 milhões (R$ 10,1 milhão) em 2001, o esporte enfrentava forte reação política. Apenas cinco anos antes, o senador republicano John McCain havia declarado que o MMA era "rinha de galos humana", o que levou à proibição da luta em 36 estados.
"Nenhum lugar queria [o UFC]", disse White à CBS, parceira da BBC nos EUA, em 2025.

"Eles não acreditavam nisso. Eles não gostavam e estavam preocupados com o tipo de público que apareceria para esse tipo de evento."
Excluído das arenas tradicionais, White credita a Trump o mérito de ter salvado a organização ao sediar dois eventos do UFC no cassino Trump Taj Mahal em Atlantic City em 2001.
Com a introdução de regulamentações e regras rígidas, além do uso de luvas de proteção, o esporte finalmente se livrou de seu status de ilegal.

A empresa foi vendida por US$ 4 bilhões (R$ 20,2 bilhões) em 2016 e avaliada em US$ 12 bilhões (R$ 60,7 bilhões) em 2023, tornando o evento deste fim de semana no gramado sul da arena uma celebração pessoal para ambos.
O brasileiro Alex Pereira e Ciryl Gane se encaram antes da luta que acontecerá no gramado da Casa Branca
Getty Images
O evento na Casa Branca é uma estratégia calculada para atingir um perfil crucial de eleitores.

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