A investigação que levou à prisão de Deolane Bezerra por suspeita de lavagem de dinheiro para a cúpula do PCC
Fotos em eventos da família Camacho, sobrenome do Marcola, reforçam os vínculos de Deolane Bezerra com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O g1 teve acesso a novas informações a partir do relatório do Ministério Público de São Paulo.
O documento produzido pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Presidente Prudente (SP), divulgado nesta quarta-feira (10), demonstra diversas ligações entre a influenciadora e a família de Marco Willian Herbas Camacho (Marcola).
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Deolane está presa em Tupi Paulista (SP) desde 22 de maio deste ano, após ter sido presa na Operação Vérnix, em que a polícia identificou um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo uma transportadora de cargas controlada pela cúpula da facção criminosa.
Diante da situação, o Ministério Público Estadual denunciou à Justiça:
Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior;
Deolane Bezerra Santos;
Everton de Souza;
Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho;
Marco Willian Herbas Camacho, o Marcola;
Paloma Sanches Herbas Camacho.
Mesmo já presos em unidade federal de segurança máxima, as investigações apontaram que Marcola e o irmão Alejandro cometeram novos delitos, como integrar organização criminosa e lavagem de capitais, durante o cumprimento de pena.
Isso reforçou que a prisão preventiva é o único meio adequado para garantir a ordem pública e, portanto, o Ministério Público Estadual requer a manutenção da prisão preventiva dos denunciados.
O líder do PCC Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, e a influencer e advogada Deolane Bezerra.
Reprodução/Redes Sociais
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O que dizem os citados A defesa de Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, representada pelo advogado Bruno Ferullo, se pronunciou nesta quarta-feira (10).
Em nota, a defesa reforçou que Marcola e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior (irmão de Marcola e colíder da organização) cumprem pena em unidade federal de segurança máxima desde fevereiro de 2019 e que estão “submetidos a severas restrições de contato e comunicação, o que, por si só, torna inviável qualquer participação nos fatos investigados e evidencia o equívoco da acusação.”
Já sobre o envolvimento de Leonardo Alexander Ribeiro Herbas Camacho e Paloma Sanches Herbas Camacho (sobrinhos de Marcola), a defesa contesta as citações feitas pelo Ministério Público.
“O mero vínculo familiar com os demais denunciados não pode ser confundido com participação criminosa, sendo inaceitável que a simples proximidade afetiva sirva de fundamento para uma acusação desta magnitude", diz o comunicado.
Quanto ao patrimônio e dinheiro citados na denúncia, o advogado informou que possuem regularidade, conforme provas e esclarecimentos apresentados.





