Nesta foto divulgada pela Marinha Real britânica, comandos dos Fuzileiros Navais Reais detêm o petroleiro sancionado Smyrtos no Canal da Mancha, no domingo, 14 de junho de 2026.
LPhot Hutchins/Marinha Real britânica via AP
Forças armadas do Reino Unido abordaram e detiveram neste domingo (14) um petroleiro suspeito de integrar a chamada "frota fantasma" usada pela Rússia para transportar petróleo em violação às sanções internacionais impostas após a invasão da Ucrânia.
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A operação foi realizada no Canal da Mancha por comandos da Marinha Real britânica, que desceram de helicópteros até a embarcação, batizada de Smyrtos. Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, esta foi a primeira ação desse tipo liderada pelo país.
Após a interceptação, o navio foi levado para a costa sul da Inglaterra, onde permanecerá retido e sob monitoramento enquanto autoridades conduzem uma investigação. O governo britânico afirmou que a operação ocorreu em estreita coordenação com as autoridades francesas, que já haviam acompanhado embarcações ligadas à chamada "frota fantasma".
🔎 A chamada "frota fantasma" é uma rede de centenas de petroleiros usados pela Rússia para transportar petróleo e derivados apesar das sanções impostas por países ocidentais após a invasão da Ucrânia. Muitas dessas embarcações operam com propriedade pouco transparente, trocam de bandeira com frequência e adotam estratégias para dificultar o rastreamento de suas cargas.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que a ação representa mais um golpe contra Moscou.
"Esta operação desfere mais um golpe à Rússia e lembra aqueles que ajudam a financiar a guerra de Vladimir Putin na Ucrânia que eles não podem se esconder", declarou.
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Países ocidentais acreditam que a Rússia utiliza centenas de navios para contornar sanções econômicas e continuar exportando petróleo, uma importante fonte de receita para financiar a guerra.
De acordo com o site de monitoramento marítimo MarineTraffic, o Smyrtos navegava sob bandeira de Camarões. A embarcação deixou o porto russo de Ust-Luga, no Mar Báltico, em 5 de junho e tinha como destino Port Said, no Egito.
Em nota, as autoridades britânicas afirmaram que operações desse tipo afetam diretamente os recursos que sustentam a ofensiva russa na Ucrânia e reduzem a capacidade de Moscou de ameaçar a segurança da Europa e de outras regiões.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu ao governo britânico e à população do Reino Unido pelo que chamou de "firmeza baseada em princípios".
"Foi a arrogância da Rússia, alimentada pelas altas receitas de petróleo e gás, que abriu caminho para esta guerra. Toda decisão de parceiros que prive a Rússia de recursos financeiros também limita a própria guerra", escreveu Zelensky na rede social X.
O líder ucraniano também defendeu medidas mais duras contra o transporte marítimo de petróleo russo.
"A Europa precisa adotar urgentemente medidas legislativas que permitam não apenas a detenção de petroleiros e restrições ao transporte de petróleo, mas também o confisco da carga que eles transportam", afirmou.
Nesta foto divulgada pela Marinha Real britânica, comandos dos Fuzileiros Navais Reais detêm o petroleiro sancionado Smyrtos no Canal da Mancha, no domingo, 14 de junho de 2026.
LPhot Hutchins/Marinha Real britânica via AP





