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Como era Mogi das Cruzes quando o Brasil conquistou o pentacampeonato da Copa do Mundo

O parque era outro
Cerimônia de inauguração do Parque Centenário da Imigração Japonesa, em Mogi das Cruzes
Reprodução / TV Diário
Em 2002, o Parque Centenário ainda não existia.
Antes da criação do parque, a área foi usada para a extração de areia entre as décadas de 1970 e 1990. Depois, o local passou a funcionar como pesqueiro.
O terreno era particular e foi desapropriado por causa de dívidas de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Em parte da área, foi construída a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae).
Em 2007, a prefeitura lançou um projeto para homenagear o centenário da imigração japonesa no Brasil, comemorado no ano seguinte. As obras começaram em março de 2007 e foram concluídas em junho de 2008.
O parque foi inaugurado em 28 de junho de 2008, durante as comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil.
Os lagos do parque foram formados nas antigas cavas usadas para a extração de areia e, por isso, são artificiais. Em alguns trechos, eles chegam a 5 metros de profundidade.
Um viaduto que era novidade
Viaduto Argeu Batalha foi construido em 2002
Cristina Requena/G1
A região de Brás Cubas mudou após o pentacampeonato do Brasil. No fim de 2002, foi inaugurado o Viaduto Argeu Batalha, construído para facilitar a travessia sobre a linha da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
O viaduto foi projetado pela CPTM e construído pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.
A obra fez parte de um projeto da Secretaria Municipal de Trânsito para reduzir o número de passagens em nível na cidade. O objetivo era melhorar o trânsito com o fechamento de cinco passagens em nível.
Atualmente, Mogi das Cruzes tem nove passagens em nível espalhadas pelo município.
Das nove passagens em nível, três são operadas pela Prefeitura de Mogi das Cruzes: nas avenidas Valentina de Mello Freire Borenstein, Cavalheiro Nami Jafet e Manoel Bezerra de Lima Filho. Outras três são administradas pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), em Jundiapeba, na rua Presidente Campos Salles e na rua Doutor Deodato Wertheimer. As três restantes ficam sob responsabilidade da MRS Logística, sendo uma na avenida Ricieri José Marcatto e duas em Sabaúna.
Na passagem em nível da rua Doutor Deodato Wertheimer, o trânsito de veículos foi interrompido. Atualmente, o local é usado apenas por pedestres.
Transporte público
Perueiros de Mogi das Cruzes precisavam fazer cadastro da Prefeitura
Arquivo / O Diário
Em 2002, os moradores de Mogi das Cruzes contavam com uma opção de transporte que não existe mais na cidade: as peruas.
O transporte complementar foi regulamentado no fim de maio de 2002, com a assinatura do decreto que autorizou a operação das peruas na cidade.
Ao todo, 60 veículos circulavam pela cidade para reforçar o atendimento do transporte público. Metade operava pela manhã e a outra metade à tarde.
A tarifa custava R$ 1,30, o mesmo valor cobrado nos ônibus. O sistema também aceitava vale-transporte e passe escolar.
Atualmente, a tarifa do transporte coletivo em Mogi das Cruzes é de R$ 5,50.
As peruas circulavam todos os dias, das 5h à meia-noite. Nos horários de pico, o intervalo entre as viagens era de 30 minutos. Nos demais períodos, as partidas aconteciam a cada uma hora.
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