Segundo testemunhas, a médica se referiu ao profissional com a frase "Quem aquele caboco arigó pensa que é para me abordar desse jeito?", questionando o fato da vítima tê-la chamado pelo pronome de tratamento você.
Qual foi a pena aplicada?
O crime de injúria racial está previsto no Código Penal brasileiro e consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem.
Contudo, caso a condenação permaneça até o fim definitvo do processo, a médica não ficará presa. A pena foi fixada em dois anos de reclusão, em regime aberto, com substituição da prisão por duas medidas alternativas: prestação de serviços à comunidade e pagamento de um salário mínimo.
A defesa destacou que Laura foi absolvida em primeira instância e sustenta que a acusação se baseia em relatos de testemunhas, com versões que considera divergentes ao longo do processo.
O advogado também informou que a decisão não é definitiva e que a médica não cumprirá pena neste momento. Segundo ele, a defesa pretende recorrer aos tribunais superiores em busca de nova revisão.
Caso aconteceu em 2024
O caso ocorreu em fevereiro de 2024, no Into, onde a médica trabalhava. Laura chegou ao hospital acompanhada do marido e tentou entrar com o carro na unidade.
O vigilante informou que não poderia liberar a entrada porque havia recebido orientação para permitir apenas o acesso de veículos autorizados e cadastrados.
Segundo o processo, a expressão racista foi repetida diversas vezes.
O vigia afirmou que se sentiu humilhado e discriminado pela fala, que considerou ofensiva por causa da sua cor de pele. Depois do episódio, ele registrou um boletim de ocorrência.
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