Hacker de Araçatuba é é incluído na Difusão Vermelha da Interpol
Um hacker brasileiro foi incluído na Difusão Vermelha da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol). Patrick César da Silva Brito, de 32 anos, foi condenado em agosto de 2025 por invadir dispositivos eletrônicos e praticar extorsão contra o ex-prefeito de Araçatuba (SP), Dilador Borges (PSDB), e a esposa dele, Deomerce Damasceno.
Com isso, Patrick entra para a lista de procurados que é compartilhada pelas forças de segurança de 196 países integrantes da Interpol. O g1 tenta contato com a defesa do hacker.
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🔎 A lista da Difusão Vermelha é um alerta às autoridades policiais para localizar e prender provisoriamente a pessoa que tem mandado de extradição.
Patrick havia sido condenado a nove anos e três meses por incitação ao crime, perseguição, lesão corporal, coação, crime de ameaça, calúnia, insulto, crime de injúria, extorsão e intrusão em dispositivos informáticos. Na ocasião, a sentença foi emitida pela Justiça de Araçatuba.
Patrick César da Silva Brito, de Araçatuba (SP), entra na Difusão Vermelha da Interpol
Reprodução / Interpol
Patrick César da Silva Brito havia sido preso em 23 de dezembro de 2022 na região de Belgrado, capital da Sérvia, país onde morava. Desde sua prisão, Patrick travava uma batalha com a República da Sérvia para evitar sua extradição ao país de origem.
Como a legislação da Sérvia não permite que uma pessoa permaneça presa por mais de um ano quando o crime não foi cometido no país, o hacker foi liberado. Depois disso, ele passou a ser considerado foragido. Assista ao vídeo acima.
O crime
Conforme o processo, o hacker, que é natural de Araçatuba, invadiu os dispositivos eletrônicos do ex-prefeito da cidade e de sua esposa e exigiu uma recompensa financeira. Ele ameaçava as vítimas dizendo que divulgaria informações pessoais que poderiam comprometê-las publicamente.
Desde maio de 2022, a Justiça brasileira já havia decretado a prisão preventiva do réu e expedido o pedido à Interpol.
Após ser preso, o brasileiro entrou com uma solicitação de refúgio, alegando que, se retornasse ao Brasil, poderia ser perseguido. Todavia, o recurso foi negado pela Justiça da Sérvia. Mesmo assim, o acusado usou outras manobras judiciais para tentar permanecer no país vizinho.





