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Operação mira trio suspeito de assassinar jovem em frente a supermercado em Boa Vista

Dois suspeitos por morte de jovem já estavam presos e um terceiro foi localizado no Bela Vista, em Boa Vista.
Divulgação/PCRR
Três homens foram alvos de uma operação que esclareceu o homicídio de José Angel Morales Labarca, de 19 anos, morto a tiros em 7 de fevereiro deste ano, na Avenida Manoel Felipe, no bairro Buritis. A ação ocorreu nesta sexta-feira (12), em Boa Vista.
Dois investigados, de 23 e 25 anos, já estavam presos por causa de outra operação, da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que investiga crimes ligados ao tráfico. Um terceiro alvo, de 44 anos, foi preso no bairro Bela Vista, na zona Oeste da capital, durante o cumprimento dos mandados.
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Ao todo, foram cumpridos seis mandados expedidos pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Boa Vista: três de prisão temporária e três de busca e apreensão. Além do bairro Bela Vista, as ações também ocorreram nos bairros Alvorada, Nova Cidade e Caranã.
Os policiais apreenderam celulares e um veículo que, segundo a investigação, teria sido usado no crime. O material vai passar por perícia e deve ajudar no avanço da apuração, segundo a polícia.
Crime ligado à guerra entre facções
Jovem é morto a tiros no bairro Buritis, zona Oeste de Boa Vista
Caíque Rodrigues/g1 RR
Inicialmente, a suspeita era de que José Angel Labarca havia sido vítima de latrocínio, mas, segundo o delegado titular da Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), João Evangelista, o homicídio teve características de execução ligada a disputa entre facções por áreas de tráfico de drogas na capital.

A vítima foi interceptada em via pública e atingida por vários disparos. Segundo a Delegacia-Geral de Homicídios (DGH), o crime foi planejado. A investigação indica que os autores usaram um carro preto para acompanhar os deslocamentos de José Angel momentos antes do ataque.
“A investigação permitiu identificar os envolvidos, esclarecer a dinâmica da execução e reunir elementos probatórios consistentes que apontam a participação dos investigados no homicídio", disse Evangelista.
O laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) apontou que a morte da vítima ocorreu por traumatismo cranioencefálico e choque hipovolêmico. Os presos e os materiais apreendidos foram levados para a sede da DGH, onde os procedimentos seguem em andamento, segundo a polícia.
Operação 'Ganesha'
A operação foi batizada de 'Ganesha' em referência a uma tatuagem na mão de um dos investigados, identificada ao longo da apuração e usada como um dos elementos de análise da equipe. O termo se refere a uma divindade do hinduísmo.
Carro usado para monitorar jovem executado a tiros em frente a supermercado em Boa Vista.
Divulgação/PCRR
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