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Corretor é alvo de investigações da Polícia Civil por golpes em contratos de aluguel na Barra de Tijuca

Segundo as vítimas, o prejuízo nesse caso é de quase R$ 38 mil.
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O delegado Alan Luxardo afirma que há pelo menos 17 registros de ocorrência relacionados ao corretor no estado do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, os casos apresentam o mesmo padrão de atuação.
“Esse histórico volumoso de crimes da mesma natureza praticados da mesma forma, meio e modo, demonstram que ele é um reiterado estelionatário”, afirmou.
O delegado alerta para a importância de conferir informações e documentos antes de fechar negócios.
“A gente tem que sempre desconfiar, checar informação. Nesse caso específico há um problema que o Creci dele ainda estava ativo.”
As vítimas também questionam a atuação do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RJ). Marcelo afirma que consultou o cadastro profissional de André Luiz antes de fechar negócio e encontrou a inscrição ativa, o que transmitiu segurança.
“Para nossa surpresa, foi constatado que ele tem diversas reclamações e o conselho regional de corretores imobiliários mantém esse elemento com seu cadastro e matrícula ativos”, afirma.
Em nota, o Creci-RJ informou que existe apenas um processo administrativo contra o corretor em tramitação na esfera federal. O conselho afirma que, enquanto não houver decisão final do processo, não pode afastá-lo da atividade profissional.
O presidente do Creci-RJ, João Eduardo Leal Corrêa, informou que uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 25 de junho. Caso não haja acordo, o conselho dará prosseguimento à apuração dos fatos.
A reportagem tentou localizar André Luiz Ferreira em dois endereços citados na investigação, mas ele não foi encontrado. Também não houve retorno aos contatos telefônicos realizados.
Enquanto aguardam o andamento das investigações, Olga e a família se preparam para deixar o Brasil sem saber se conseguirão recuperar o dinheiro perdido.
“Espero que a justiça seja feita para que outras pessoas estrangeiras e brasileiras não passem pela mesma situação”, disse.

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