Pacientes vivem drama da falta de leitos em Minas Gerais
Duas famílias da Região Metropolitana de Belo Horizonte denunciam a demora na transferência de pacientes internados em unidades de pronto atendimento (UPAs), mesmo após decisões judiciais determinando o encaminhamento para hospitais de maior complexidade.
Em Ribeirão das Neves, um homem de 47 anos aguarda cirurgia após sofrer fraturas na bacia e no cóccix. Em Sabará, uma idosa de 77 anos está entubada há mais de duas semanas à espera de uma vaga em CTI.
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Os casos ocorrem em meio à pressão sobre o sistema de regulação de leitos. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, 949 pacientes aguardavam internação hospitalar nesta semana. Desse total, 61% são moradores de outros municípios.
Esta reportagem aborda os tópicos abaixo:
Homem aguarda cirurgia há duas semanas Idosa entubada espera vaga em CTI em Sabará
Quase mil pacientes aguardam leitos em BH
O que dizem os órgãos responsáveis
Agora no g1
Homem aguarda cirurgia há duas semanas Francisco Firmino, de 47 anos, está internado há duas semanas na UPA de Justinópolis, em Ribeirão das Neves, após sofrer fraturas na bacia e no cóccix em um acidente. Segundo a família, ele precisa ser transferido para um hospital para passar por cirurgias.
No início deste mês, a Justiça determinou a internação do paciente em uma unidade adequada, mas ele continua aguardando vaga.
"Ele está emagrecendo. Quanto mais demora, maior o risco de sequelas. É muito triste", disse a esposa, Rosilaine de Almeida.
Em nota, a Prefeitura de Ribeirão das Neves informou que Francisco Firmino recebe assistência na unidade enquanto aguarda transferência.
Francisco Firmino, de 47 anos, está internado há duas semanas na UPA de Justinópolis, em Ribeirão das Neves
Reprodução/TV Globo
Idosa entubada espera vaga em CTI em Sabará
A aposentada Geralda Braga, de 77 anos, está internada na UPA Padre Lázaro, em Sabará, desde 26 de maio. Após sofrer uma parada cardiorrespiratória, ela permanece entubada e aguarda transferência para um CTI.
A família acionou o Ministério Público, que obteve na Justiça uma decisão determinando a transferência imediata da paciente, inclusive para a rede particular caso não haja vaga pelo SUS. Mesmo assim, a idosa segue na UPA.





