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Promotor fala em eliminar ‘laranjas podres’ após prisão de ex-chefe da Dise e estagiário do MP por elo com PCC

'Laranjas podres': promotor fala após prisão de ex-chefe da Dise e estagiário do MP
Responsável pela operação que prendeu o ex-chefe da Dise, um ex-policial civil e um ex-estagiário do Ministério Público suspeitos de repassar informações sigilosas e beneficiar integrantes do PCC, o promotor Marcos Tadeu Rioli disse que há uma preocupação das instituições em "extirpar dos quadros essas laranjas podres".
Segundo Rioli, a operação deflagrada nesta terça-feira (9) demonstra que as polícias Civil e Militar, além do Ministério Público (SP), estão atuando de forma integrada para que "maus profissionais que buscam informações privilegiadas para praticar seus crimes sejam afastados dos quadros das instituições".
O promotor também destacou que a sociedade pode confiar nas instituições.

"Quero dizer que a população, a sociedade, pode ter a certeza de que as instituições estão trabalhando para que todos recebam um serviço público eficiente, contínuo e da mais forma transparente", disse.
De acordo com as investigações, os suspeitos teriam participado de um esquema envolvendo vazamento de dados sigilosos e extorsão de investigados.
Eles também mantinham contato com pessoas apontadas como integrantes de um grupo ligado ao PCC, que chegou a planejar a morte de um promotor do Gaeco. O plano, no entanto, não foi executado.
Veja quem são os presos:
Ex-chefe de investigadores da Dise
Ex-chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas (SP), Maurício Aparecido de Oliveira
Arquivo pessoal
Um dos presos é Maurício Aparecido de Oliveira, que foi chefe dos investigadores da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Campinas (SP). Atualmente, ele trabalhava no 1º Distrito Policial da cidade – central de flagrantes que atende a região central da cidade.
De acordo com o Ministério Público, uma semana antes da operação que desarticulou o plano para matar o promotor do Gaeco Amauri Silveira Filho, em agosto de 2025, Maurício se reuniu com um dos suspeitos apontados como responsável por executar o atentado.
Os promotores afirmam que encontraram vídeos que mostram o encontro – veja aqui. Agora, tentam descobrir se informações sigilosas sobre a investigação foram repassadas ao grupo criminoso.
O g1 tenta localizar a defesa de Maurício.
Ex-estagiário do Ministério Público
Gabriel Lira de Jesus, ex-estagiário do MP preso em operação contra infiltrados do PCC
Reprodução/Instagram
Outro preso é o bacharel em direito Gabriel Lira de Jesus que, na época dos fatos investigados, fazia estágio em uma promotoria criminal do Ministério Público em Campinas. A defesa dele não foi localizada.
Segundo o Gaeco, ele teria usado o acesso a sistemas e bancos de dados da instituição para localizar investigados com alto poder econômico e exigir dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações.
A suspeita é que ele tenha entrado na promotoria já com a intenção de obter informações para esse tipo de prática.
Uma das descobertas da investigação surgiu após a análise do celular de Maurício Silveira Zambaldi, conhecido como "Dragão", suspeito de financiar o plano para matar o promotor Amauri Silveira Filho.

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