Marcelo passou por audiência de custódia no domingo (7), em que a prisão foi homologada pela Justiça cearense.
Após morte de paciente, médico que responsável por ‘harmonização de bumbum’ ficou dois meses foragido
Ao decretar a prisão do médico, a juíza Danielle Christine Silva Melo Burichel, da 3ª Vara do Tribunal do Júri do Recife, atendeu a um pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e afirmou que a detenção é necessária para a “garantia da ordem pública e da saúde pública”, a fim de evitar que o médico continue realizando esse tipo de procedimento.
Na mesma decisão, uma audiência de instrução foi marcada para 22 de setembro de 2026.
O g1 tenta contato com a defesa do médico.
Inquérito policial
Segundo as investigações, Adriana Barros foi encontrada morta no banheiro de casa, após relatar dores intensas logo depois de ser liberada da clínica Bodyplastia, onde fez a intervenção. A Polícia Civil apontou que a causa da morte foi embolia pulmonar.
Ainda de acordo com o inquérito:
a vítima sofreu choque séptico (infecção generalizada) decorrente de uma infecção urinária anterior, que teria sido agravada após o procedimento;
à época do procedimento, Marcelo Alves não tinha inscrição no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e exercia a atividade de forma ilegal no estado;
o médico tinha ciência dos riscos associados ao produto utilizado e “assumiu o risco do resultado que poderia ocorrer”, sendo “indiferente a ele, considerando a mercantilização generalizada estimulada pelo profissional”;
Marcelo “não realizou um exame prévio detido na paciente” e só a atendeu no dia do procedimento, quando recebeu R$ 21 mil pela intervenção;
exames simples, como de urina e sangue, poderiam ter identificado a infecção e evitado a morte da comerciante;
o médico não priorizou "o bem-estar da paciente, mas sim o lucro exorbitante".
Além disso, o inquérito cita o histórico criminal do médico, apontado como participante de um “grande esquema de fraude em ingresso nos cursos de medicina nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com a cobrança de até R$ 140 mil por vaga”.
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