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Homem diz ter sido assediado por padre e que chegou a amenizar suspeitas: ‘Preferia pensar que era um enviado de Deus’

Homem diz ter sido assediado por padre em Ribeirão Preto: 'Veio apalpar minha virilha'
Um homem que prefere não ser identificado afirma ter sido vítima de assédio sexual do padre Mário Reis da Silveira, denunciado por ex-coroinhas em Ribeirão Preto (SP), em duas situações distintas, mas já quando tinha 31 anos.
Em uma delas, quado ainda participava das atividades da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, no distrito de Bonfim Paulista, ele afirma que foi tocado na virilha pelo sacerdote, em uma ocasião em que estava com ele no carro.
"A gente estava sozinho e ele veio apalpar a minha virilha. Eu peguei a mão dele e coloquei de volta na perna dele." Naquele momento, no entanto, ele relativizou a abordagem.
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"Você acha: 'nossa, o padre é muito carinhoso comigo, ele é muito bom comigo, né? E você não leva ainda para o lado que é um ato sexual. Eu preferia pensar que ele era um enviado de Deus, que veio para a nossa comunidade para somar aqui, para fazer crescer, fazer os eventos aqui, os movimentos paroquiais crescerem", disse, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
Homem afirma ter sido assediado por padre de Ribeirão Preto duas vezes.
Reprodução/EPTV
A outra situação, segundo ele, foi quando o padre apalpou as próprias partes íntimas na frente dele, em casa. Ali, o entrevistado disse que não tinha mais dúvidas de que havia algo errado com o comportamento do padre.
"Foi onde que, aí sim, me deparei com esse estalo na minha cabeça, que não era o carinho de padre, nem de amigo, nem de uma pessoa que me queria bem. A partir disso, a gente não quis mais comungar com a comunidade, com a paróquia", diz.
Nenhum dos casos chegou a ser denunciado à polícia ou à arquidiocese nem na época dos fatos nem recentemente, segundo o entrevistado. Ele argumenta que agora decidiu dar a sua versão diante do aumento de denúncias contra o padre.
Padre Mário Reis da Silveira atuava na Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Ribeirão Preto (SP).
Reprodução/EPTV
"Na época, se uma pessoa falasse 'olha, aconteceu isso, isso, aquilo' seria a palavra de um contra o outro", justifica.

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