Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

‘Fiz tudo o que estava ao alcance’: brasileira que luta há 3 anos para reencontrar filho levado ao Egito vive nova tentativa frustrada

Brasileira vive angústia após nova tentativa frustrada de reaver filho no Egito
A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo luta, há 3 anos e 9 meses, para rever o filho, Adam, levado pelo pai dele para o Egito sem a permissão dela. Mesmo com ordem judicial para que a criança seja devolvida e mandado de prisão contra o homem, a saga continua sem desfecho.
A terceira tentativa de busca por Adam, realizada em 12 de maio, terminou novamente sem sucesso e aprofundou a angústia da mãe, que é de Campinas (SP).

“Eu só quero ser mãe do meu próprio filho”, desabafa. “Eu tenho tudo no papel… e simplesmente fecham os olhos para mim”, afirmou Karin ao g1.
Além da frustração por não reaver a criança, Karin relata que tem sido ameaçada. Na semana passada, foi levada pela instituição Revibra para a Bélgica, onde permanecerá por tempo indeterminado. Segundo ela, as ameaças eram feitas por telefone e, em algumas, ouvia que nunca mais veria o filho.
🔎 O caso começou em setembro de 2022, quando o pai levou o menino, então com 4 anos, do Brasil para o Egito sem autorização. Desde então, Karin não voltou a ver o filho e passou a travar uma disputa internacional para tentar reavê-lo.
➡ No Brasil, a Justiça Federal de Campinas (SP) determinou a prisão preventiva do pai em 2023 e ele foi incluído na lista de procurados da Interpol. Karin se mudou para o Egito para acompanhar o processo e conseguiu uma decisão favorável: em novembro de 2025, a Justiça egípcia concedeu a guarda do menino à mãe — decisão que ainda não foi cumprida.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Campinas no WhatsApp
A Justiça egípcia também determinou a prisão do pai e da avó paterna por sete dias pelo descumprimento da ordem, e a defesa de Karin solicitou o aumento da pena para seis meses.
Em situações como essa, o Itamaraty atua por meio de assistência consular e diálogo diplomático com o país onde a criança está. No entanto, não há poder para executar decisões judiciais estrangeiras — especialmente quando o país não integra acordos internacionais sobre o tema.
'Eu estou vivendo um inferno em terra'
A brasileira Karin Rachel Aranha Toledo, de Campinas (SP), tenta reaver o filho, Adam, que foi levado sem autorização pelo pai ao Egito desde 2022.
Bárbara Camilott/g1 | Reprodução/Redes sociais
Karin afirma que já gastou mais de 10 mil dólares com advogados no Egito e diz que, apesar das decisões favoráveis, não consegue fazer a ordem ser cumprida. “Eu tenho a custódia desde 26 de novembro de 2025. Tudo que os advogados podiam fazer, eles já fizeram”, afirmou.
Segundo ela, as buscas seguem um padrão: “Eles tiram todos os vestígios do Adam da casa. Quando a gente chega, dizem que ele não está lá”.
Na tentativa mais recente, Karin relata dificuldades desde a execução da ordem judicial. Ela afirma que esperou horas para a liberação de documentos e critica a condução local.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore