Cupim casqueirado: conheça patrimônio gastronômico de Araçatuba
Criado em Araçatuba (SP) no ano de 1989, o cupim casqueirado se tornou parte da cultura e das peculiaridades encontradas por quem visita a cidade.
Reconhecido como patrimônio imaterial gastronômico do município desde 2010, o alimento carrega diversas curiosidades em relação à sua preparação e já ganhou destaque em âmbito nacional e internacional pelo sabor diferenciado. Entenda abaixo como foi seu surgimento.
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Inicialmente preparada como uma solução para movimentar o antigo bar de Sérgio Montoro, mentor do prato, a carne conquistou o paladar dos clientes em poucos dias. Situado na esquina da Rua Bandeirantes com a Rua Tabajaras, o estabelecimento ganhou fama popular e passou a ser frequentado por jovens devido ao cupim.
Cupim casqueirado é fenômeno no interior de SP
Reprodução/TV TEM
À época, a intenção de Montoro era atrair os estudantes que ficavam em volta do comércio. Foi aí que ele trocou uma caixa de cerveja por quase 80 kg de cupim, carne até então desvalorizada, e começou a fazer o casqueiramento das peças.
Para matar a fome Em 2010, a criação de Sérgio Montoro foi reconhecida pela Prefeitura de Araçatuba como um prato típico por meio da Lei Municipal de n°7324, que estabelece normas e condições para que os restaurantes possam servir o prato.
Ademais, ainda há um dia em homenagem ao prato na cidade, que é 12 de abril, quando é celebrado o aniversário de Sérgio. Com o passar dos anos, o município também virou palco do “Festival do Cupim Casqueirado”, no qual vários restaurantes servem o prato em diferentes versões e por um valor prédeterminado.
Sérgio Montoro, precursor do cupim casqueirado em Araçatuba (SP).
Arquivo pessoal
Como é o preparo
Com uma casca crocante e a carne macia, quem degusta o cupim pela primeira vez dificilmente esquece. Entre os apaixonados está o empresário Alex Fontes.
“Quando estou na cidade, quase todos os dias venho aqui (no bar) comer o cupim”, afirma em entrevista à TV TEM.
Durante o preparo, a carne precisa ser primeiramente bem selecionada e cortada em pedaços generosos de até 7 kg. Depois, é feito o tempero com uma camada de sal fino, e a peça é colocada para assar.
O segredo para formar a famosa casquinha em torno do cupim é assar homogeneamente todos os lados. Por isso, normalmente, o alimento é assado em espetos giratórios a fogo médio-alto por cerca de uma hora e 30 minutos.
Após assado, o cupim a parte externa do cupim é cortada em fatias finas.
Reprodução/TV TEM
Quando o cupim está dourado e com a casca formada, é feito o casqueiramento cortando fatias bem finas da crosta suculenta e cheirosa. Após removida toda a casca, o cupim retorna para a churrasqueira para formar uma nova camada.
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Além de Araçatuba Patrimônio da segunda maior cidade do noroeste de São Paulo e motivo de orgulho para a população, o cupim chegou a ser mencionado em diferentes regiões do Brasil e até em outro país. Veja abaixo algumas das aparições da carne.
Mais Você
O prato araçatubense já foi destaque em um dos programas de culinária mais famosos do Brasil e digno de ser provado pela apresentadora Ana Maria Braga.
Cupim casqueirado apresentado no +Você em 2010.
Reprodução/ Globo
Hora 1
O cupim de Araçatuba também já brilhou no quadro "Comendo Com o Hora 1", no dia 15 de maio deste ano, apresentado por Tiago Scheuer.
Cupim casqueirado no Hora 1
Reprodução/ Globo
V Congresso Internacional do Observatório da Alimentação (Odela)
A carne foi mencionada em uma apresentação importante em 2019 no Congresso Internacional do Observatório da Alimentação (Odela), nos municípios de Barcelona e Catalunha, para diversos pesquisadores do mundo.





