Mulher de 37 anos finge ter 12 e é presa por estelionato 1 ano após ser adotada em SC
A mulher de 37 anos que foi presa em Joinville (SC) por se passar por uma adolescente e ser "adotada" por uma família já tinha sido identificada em ocorrências semelhantes em Minas Gerais e outros estados, como Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro.
Registros policiais obtidos pela TV Globo mostram que a suspeita utilizava diferentes nomes e versões sobre a própria história para conseguir acolhimento em abrigos, instituições religiosas e programas de assistência social.
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Em um dos casos, a mulher alegou que era vítima de agressões físicas, abusos e até rituais de bruxaria para receber amparo dos órgãos públicos (leia mais abaixo).
A Polícia Civil de Santa Catarina informou que tenta identificar se houve obtenção de vantagens financeiras durante o período em que a suspeita viveu com a família catarinense.
Histórico criminoso
Um dos casos foi registrado em dezembro de 2024, em Montes Claros, no Norte de Minas. Segundo a Polícia Militar, uma mulher que se identificava como Ana Caroline Ferreira Silva procurou uma casa de acolhimento dizendo ter 18 anos e ser vítima de agressões físicas, abusos e até rituais de bruxaria.
Ela foi acolhida e recebeu assistência social. Com o passar do tempo, porém, surgiram inconsistências nos relatos. Conforme o registro policial, ao tentar emitir uma segunda via de documentos, a mulher mudou completamente a versão apresentada anteriormente e passou a dizer que tinha apenas 13 anos.
A situação levou a instituição a acionar o Conselho Tutelar e as autoridades. Durante a apuração, foi constatado que ela utilizava diferentes identidades e já era investigada por ocorrências semelhantes em outros estados.
Ainda conforme o boletim da PM, a polícia identificou que a mulher, na verdade, era Amanda Maria Souza Oliveira, então com 36 anos, e tinha registros anteriores em Goiás, São Paulo e Rio de Janeiro por crimes como falsidade ideológica, estelionato e difamação.
Os policiais também mencionaram que ela já havia utilizado a mesma estratégia para obter benefícios como hospedagem, ajuda financeira e assistência de instituições religiosas.
Caso semelhante em abrigo
Outro boletim de ocorrência relata que a mesma mulher se apresentou utilizando o nome Ana Karoliny Oliveira dos Santos, na cidade de Bom Despacho, no Centro-Oeste de Minas.
Na ocasião, ela alegou ser menor de idade e afirmou ter sofrido abusos sexuais. A história levou ao acionamento de uma rede de proteção social.
Durante o atendimento, no entanto, surgiram divergências entre as informações fornecidas e os dados posteriormente apurados pelas autoridades. Conforme o registro, a mulher acabou admitindo que utilizava documentos de outra pessoa para se passar por menor de idade.





