Quando se fala em arquitetura, é comum que o olhar se volte primeiro para o edifício. Mas, nos projetos contemporâneos, duas disciplinas vêm ganhando protagonismo: o paisagismo e a iluminação.
Esses projetos são responsáveis por definir como um espaço é percebido e, principalmente, vivido. Leia a matéria para entender como elas se complementam!
Paisagismo: a arquitetura dos jardins (e do que se sente lá fora)
Engana-se quem associa paisagismo apenas à escolha de plantas. Na prática, trata-se de uma disciplina que organiza o espaço externo com a mesma precisão de um projeto arquitetônico.
Um bom projeto de paisagismo parte de três camadas:
o olhar: até onde a vista alcança
o lugar: o contexto em que o terreno está inserido
o conteúdo: o que acontece ali
É a partir dessa leitura que o paisagista define caminhos, níveis, áreas de permanência e relações entre cheios e vazios. A vegetação entra na sequência, como parte de um sistema maior.
Projeto de Alex Hanazaki.
Divulgação/Plaenge.
No Haikai, novo empreendimento da Plaenge na Gleba Palhano, o paisagismo, inclusive, é o ponto de partida do projeto. Assinado por Alex Hanazaki, um dos nomes mais reconhecidos do cenário contemporâneo mundial e duplamente premiado pela Prêmio American Society of Landscape Architects (ASLA), o desenho organiza o terreno em uma malha geométrica precisa, onde gramado, sombra e água constroem diferentes formas de uso ao longo do dia.
Alex Hanazaki e Rodolfo Sugeta.
Divulgação/Gabriel Gessley.
O paisagismo cria tempo: espaços para caminhar, parar, observar e permanecer.
Iluminação: o que transforma o espaço ao longo do dia
Se o paisagismo define o espaço, a iluminação define como ele será percebido. Um projeto luminotécnico vai muito além de garantir visibilidade. Ele trabalha com três níveis de percepção:
ver: identificar o espaço e seus elementos
olhar: direcionar a atenção
contemplar: provocar sensação
É nesse terceiro nível que a iluminação deixa de ser técnica e passa a ser experiência.
No Haikai, a iluminação é assinada pelo LD Studio, escritório responsável por projetos como o Museu do Amanhã, o Copacabana Palace e a Igreja da Pampulha. Pela primeira vez em Londrina, o escritório traz uma abordagem em que a luz não se impõe, mas acompanha o ambiente.
Mônica Lobo.
Divulgação/Gabriel Gessley.
Nas áreas sociais, a iluminação cria contrastes e profundidade. Já nos espaços de bem-estar, torna-se mais difusa, contribuindo para uma atmosfera mais contemplativa.
A luz, nesse contexto, altera o ritmo do espaço.
Hall do Haikai, projeto luminotécnico assinado pela LD Studio.
Divulgação/Plaenge.
Quando as disciplinas trabalham juntas
O que diferencia um projeto completo é a forma como essas camadas se conectam.
No Haikai, as disciplinas se constroem juntas desde o início. Paisagismo e iluminação nascem em diálogo, com Alex Hanazaki e o LD Studio definindo, lado a lado, o partido do projeto. A água, o percurso, a luz e a sombra são pensados como um único gesto, onde cada decisão já considera a outra. O resultado é de um espaço em que forma, paisagem e atmosfera surgem inseparáveis.
Projetos de paisagismo e iluminação bem resolvidos não chamam atenção de imediato, pelo contrário! Eles atuam de forma mais sutil, ajustando o olhar, o tempo e a relação. Em um momento em que o morar passa a valorizar mais o bem-estar e a experiência cotidiana, essas disciplinas deixam de ser coadjuvantes e assumem um papel central.
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Estamos na Avenida Madre Leônia Milito, 1.700.
Para mais informações, acesse plaenge.com.br/embreve ou entre em contato pelo telefone (43) 3294-1500.





