Ministério Público cobra neutralidade das forças policiais nas eleições
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) abriu um procedimento para apurar providências adotadas pelas forças policiais do Estado para assegurar a neutralidade política de suas atividades no período eleitoral de 2026.
Carvalho negou que estivesse em campanha e afirmou que estava trabalhando na ação. Já Cabo Deyvison disse que apenas repassou informações, mas não acompanhou as diligências (veja o que eles disseram abaixo).
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Divulgação/MPRN
No texto, o promotor Wendell Beetoven Agra afirma que as polícias devem atuar como instituições de Estado, sem preferências político-partidárias ou ideológicas. Segundo ele, o aparato policial não pode ser utilizado para promover ou prejudicar grupos políticos.
Um dos eventos citados ocorreu em Natal, no dia 21 de maio. Segundo o MP, o vereador Robson Carvalho acompanhou e filmou uma ação que resultou na prisão em flagrante de uma mulher suspeita de maus-tratos a animais. As imagens foram publicadas nas redes sociais do parlamentar.
O MP reforça que Robson já manifestou a intenção de disputar as eleições deste ano e tem a causa animal como uma de suas bandeiras políticas.
O segundo caso aconteceu em Mossoró, no dia 28 de maio. De acordo com o MP, o vereador Cabo Deyvison participou de uma ocorrência da Polícia Militar que terminou com a prisão de três homens por suspeita de organização criminosa e posse ilegal de armas.
Ainda conforme o despacho, o parlamentar divulgou vídeos usando colete balístico e afirmou ter participado da operação. O documento cita que o vereador se apresenta como pré-candidato.
As políciais Militar e Civil do RN informaram que não vão se pronunciar sobre o assunto.





