Sucuri de mais de 5 metros reaparece em Lagoa da Prata Um vídeo que mostra uma sucuri de mais de 5 metros em Lagoa da Prata, no Centro-Oeste de Minas, viralizou nas redes sociais e reacendeu a curiosidade sobre o animal, que, após aparições em 2019 e 2022, não era mais visto na região.
O vídeo foi gravado no final de janeiro pelo biólogo e youtuber Matheus Araújo, mas ele só divulgou o registro neste mês. O conteúdo já ultrapassa 200 mil visualizações.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Centro-Oeste de Minas no WhatsApp Em entrevista ao g1 nesta terça-feira (2), Matheus disse que, por segurança, esperou Cotoca, como é chamada, sair do local para divulgar o material.
"Meu amigo Gabriel Camargos, que é biólogo também, avistou a Cotoca novamente e me mandou mensagem e eu fui para Lagoa da Prata. Avistamentos como esse que fizemos, na minha opinião, são importantíssimos não só para monitoramento de crescimento e hábitos do animal como também para preservação", disse.
Sucuri com mais de 5 metros que não era vista desde 2022 reaparece
Matheus Araújo/Arquivo Pessoal
Prefeitura monitora cobra Os últimos registros da sucuri, em janeiro, foram feitos na comunidade de Tabocas, próxima ao Rio São Francisco. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, de tempos em tempos o animal se desloca para outros pontos da mata.
Ao g1, o secretário municipal Leonardo Borges explicou que, após tomarem conhecimento do vídeo feito por Matheus, uma equipe foi até o local para verificar se Cotoca ainda estava lá, mas não a encontrou.
Apesar disso, ele afirmou que o próximo passo é verificar se há alguma ninhada da sucuri na região.
“A área em que ela vive é grande, com uma mistura de brejo, mata e um pouco de cerrado também”, explicou o secretário.
Pela dificuldade de manejo e pelos riscos envolvidos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) orientou as equipes de Lagoa da Prata a apenas monitorar a sucuri e preservar a vida do animal.
“Estamos acompanhando, inclusive por uma questão de preocupação, para verificar se o local não está recebendo visitação e se as pessoas não estão indo procurar, porque isso pode causar o afugentamento dela”, finalizou o secretário.
Em entrevista concedida ao g1 em 2022, Saulo relembrou o encontro com Cotoca, nome que deu a ela.
“Fizemos o registro do animal, mas nessa ocasião não conseguimos fazer qualquer medição. Fizemos algumas fotografias e um vídeo falando sobre a cobra, mas ficou só por isso mesmo. Acabamos espantando a sucuri, que estava muito exposta, e então ela desapareceu na vegetação”, disse na época.
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