A PM informou que os casos de roubos a coletivos caiu 49% nos quatro primeiros meses do ano no estado.
Motorista relata medo
Um motorista que trabalhou por anos na Zona Norte do Rio, em linhas que passam por dentro ou nas proximidades de comunidades, contou que precisou de apoio psicológico após vivenciar episódios de violência. Ele acabou sendo transferido para outra linha.
“O trauma psicológico ficou. É imprevisível. Não tem quando o mar está calminho e, de repente, vem uma onda? É assim. Não tem hora para acontecer. Pode acontecer a qualquer momento”, disse o motorista, que preferiu não se identificar por segurança.
Linhas com mais desvios
Ônibus usado como barricada no Rio de Janeiro
Reprodução/ TV Globo
O levantamento aponta quais as linhas que mais sofreram alterações este ano, a maioria delas na Zona Oeste da cidade:
737 (Santíssimo x Cascadura): 11 ocorrências;
926 (Senador Camará x Penha): 10 ocorrências;
731 (Campo Grande x Marechal Hermes): 9 ocorrências;
SV790 (Campo Grande x Cascadura): 9 ocorrências.
Passageiros que dependem do transporte público lamentam os frequentes transtornos e a insegurança.
“A gente sai de casa com medo. Dou graças a Deus quando consigo voltar, abrir o portão e encontrar minha família bem”, disse um passageiro.
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