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Quais os próximos passos e prazos da investigação comercial dos EUA contra o Brasil?

EUA propõem tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras para punir práticas 'irrazoáveis'
Após concluir uma investigação que acusa o Brasil de adotar práticas que prejudicam empresas americanas, o governo dos Estados Unidos abriu uma etapa de consultas públicas antes de decidir se aplicará uma tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras.

O relatório final divulgado nesta segunda-feira (1º) acusa o Brasil de manter práticas que "oneram ou restringem" o comércio dos EUA em áreas como serviços de pagamento digital, proteção da propriedade intelectual, combate à corrupção, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal.
A conclusão do processo ocorre enquanto representantes dos governos brasileiro e americano mantêm negociações para tentar evitar novas barreiras comerciais.

Um grupo de trabalho foi instituído após a visita do presidente brasileiro ao americano em 7 de maio na Casa Branca. Nas redes sociais, a USTR chegou a celebrar o "engajamento construtivo" do governo brasileiro para avançar em questões comerciais e afirmou que aguardava com expectativa a continuidade das discussões entre os dois países.
Entenda o contexto
Os Estados Unidos concluíram uma investigação nesta segunda-feira (1º) que acusa o governo brasileiro de cometer uma série de práticas que "oneram ou restringem" o comércio norte-americano, como o PIX, desmatamento ilegal, além de problemas na aplicação de leis anticorrupção.
O documento propõe como resposta uma aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceção de algumas, como carne, frutas, café, aeronaves, terrras raras, entre outras.

Durante a fase inicial da investigação, o USTR já havia colhido depoimentos de mais de 30 testemunhas e recebido mais de 295 comentários e réplicas antes de emitir o parecer atual.
De acordo com o embaixador e Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, o governo americano mantém um diálogo intenso com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ainda há divergências substanciais.
"Ao longo do último ano, o Presidente Trump e eu tivemos várias reuniões construtivas com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o seu gabinete, que se intensificaram nas últimas semanas. Contudo, continuamos a ter divergências substanciais na resolução das questões identificadas nesta investigação", afirmou Greer.
A conclusão da investigação ocorre dentro do prazo estabelecido para as negociações do grupo de trabalho criado pelos governos dos EUA e Brasil para tratar de temas comerciais e evitar aplicação de novas tarifas. Apesar das negociações estarem previstas para terminar nesta sexta-feira (5), os integrantes das conversas afirmaram que não houve avanços o suficiente para encerrar os trabalhos, revelou o blog do Valdo Cruz nesta segunda.
A nova decisão frusta as intenções de Lula de ter uma nova conversa com Trump para evitar retaliações financeiras e impactos econômicos na classificação do PCC e CV como grupos terroristas.

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