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Júri condena PM a 48 anos de prisão por morte de jovem vítima de bala perdida na saída de casa noturna em Ribeirão Preto, SP

Julia Ferraz, de 27 anos, morreu baleada em avenida de Ribeirão Preto (SP)
Reprodução/EPTV
O tribunal do júri condenou nesta segunda-feira (1), a 48 anos de prisão em regime inicial fechado, o policial militar Maicon Oliveira dos Santos, acusado de matar Júlia Ferraz Signoretto, de 27 anos, vítima de bala perdida quando saía de uma casa noturna em Ribeirão Preto (SP) em 2023.

O policial foi condenado por dupla tentativa de homicídio e homicídio consumado qualificados.
Santos chegou a ser preso à época do crime, mas respondeu ao processo em liberdade e seguiu trabalhando na corporação em serviços administrativos. Após a condenação, no entanto, ele saiu preso do fórum e foi encaminhado para o Presídio Militar Romão Gomes, na capital paulista.

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A defesa não havia se manifestado sobre a sentença até a última atualização desta reportagem.
Agora no g1
O julgamento teve início na manhã de segunda-feira e terminou por volta das 23h no Fórum de Ribeirão Preto.

Ao todo, cinco testemunhas de defesa e cinco de acusação foram ouvidas além do advogado do réu e da promotoria. Advogado da família de Júlia, Mauricio Lins Ferraz diz que o réu nunca manifestou arrependimento.

“O ato foi grave demais e não enxergamos da parte do réu nem mesmo algum sentimento de arrependimento, desculpas pelo fato de tamanha gravidade que abalou para todo sempre a família da vítima.”
A defesa do policial alega que ele agiu em legítima defesa. Segundo o advogado João Carlos Campanini, Santos atirou contra uma dupla de moto que tinha tentado assaltá-lo.

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