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Câmara de Curitiba aprova apuração contra o vereador Lórens Nogueira, suspeito de ‘rachadinha’

Vereadores de Curitiba aprovam abertura de processo contra Lórens Nogueira
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou e instalou uma Comissão Processante para apurar uma suposta quebra de decoro parlamentar do vereador Lórens Nogueira (PP), alvo de uma investigação de esquema de "rachadinha" no gabinete parlamentar.
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➡️ “Rachadinha” é o termo usado para descrever um esquema ilegal em que servidores comissionados ou assessores de gabinetes públicos são obrigados a devolver parte dos salários para políticos ou superiores.
A abertura da comissão foi aprovada nesta segunda-feira (1º) por 35 votos favoráveis e um contrário, do próprio vereador.
A denúncia foi apresentada pela bancada do Partido Novo após a deflagração de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP-PR), que apura a suspeita de que assessores eram obrigados a repassar parte dos salários ao parlamentar.
A comissão responsável pela investigação será formada pelos vereadores Mauro Bobato (PP), que atuará como relator, Serginho do Posto (PSD), que será o presidente, e Da Costa (Pode), como membro. Eles terão cinco dias para concluir o parecer.
Ao comentar o episódio na câmara, o vereador negou irregularidades.
"O que as imagens mostram é uma transação financeira entre pessoas que se conhecem e mantém relação de confiança há muitos anos. Esse tipo de situação, entre pessoas com este histórico, é absolutamente normal e não configura ilícito. O contexto completo será esclarecido no lugar e no momento adequado", disse.
O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo gravado com autorização da Justiça, a pedido do MP. Nas imagens, Lórens Nogueira aparece recebendo R$ 5,6 mil em dinheiro de uma servidora. Veja abaixo:
Vereador Lórens Nogueira é filmado recebendo dinheiro vivo de funcionária
Segundo o Gaeco, duas malas contendo grandes quantias em dinheiro foram apreendidas. Uma delas, que estava na casa do vereador, tinha cerca de R$ 100 mil. Outra, com R$ 8 mil, estava no endereço de uma assessora que não teve o nome divulgado.

A ação também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Garantias. O MP não divulgou os nomes de todos os alvos, nem a quem pertencem os endereços. A defesa registra que aguardava a apreciação das preliminares suscitadas no requerimento de reanálise do juízo de admissibilidade antes da instauração da comissão, o que não foi observado pela Mesa Diretora.

Ainda assim, acompanhará todo o andamento do caso com serenidade e responsabilidade, atuando para assegurar o pleno exercício do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal em cada fase do procedimento.

Também se destaca que o vereador, em manifestação na tribuna, apresentou publicamente a sua versão dos fatos, rompendo o silêncio sobre o caso e reafirmando sua confiança em um julgamento justo e imparcial por seus pares.

A defesa permanece confiante de que, ao final, a verdade dos fatos prevalecerá dentro das garantias constitucionais e legais que regem o processo."
Vídeo do vereador recebendo dinheiro de funcionária foi exibido durante a sessão da Câmara nesta quarta (27)
Reprodução/RPC
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