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Dólar abre com Focus, confiança empresarial e indicadores dos EUA no radar

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abre segunda-feira (1º) com os investidores atentos à divulgação de novas projeções para a economia brasileira e de indicadores sobre a atividade industrial em maio. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores do Brasil, abre às 10h.
▶️ O Banco Central publicou nesta manhã o Boletim Focus, relatório semanal que reúne as previsões de economistas para indicadores como inflação, juros, câmbio e crescimento do PIB. Nesta edição, o mercado elevou a previsão para a inflação de 2026 para 5,09%, na 12ª alta semanal consecutiva.
▶️ A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga o Índice de Confiança Empresarial (ICE), que mede a percepção dos empresários sobre a situação da economia e as perspectivas para os próximos meses.
▶️ O ministro da Fazenda, Dario Durigan, concedeu entrevista à rádio CBN nesta manhã. Durigan comentou a decisão do governo dos EUA de classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. (leia mais abaixo)
▶️ No exterior, investidores monitoram os índices PMI industrial e ISM manufatureiro dos EUA, que mostram o ritmo da atividade industrial do país e ajudam a indicar a força da economia americana.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,28%;
Acumulado do mês: +1,83%;
Acumulado do ano: -8,13%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,37%;
Acumulado do mês: -7,22%;
Acumulado do ano: +7,86%.
À espera do aval de Trump
Os Estados Unidos e o Irã parecem estar perto de chegar a um acordo. Segundo agências de notícias internacionais, os dois países parecem ter chegado a um entendimento para estender o cessar-fogo por 60 dias e dar início às negociações sobre o programa nuclear iraniano. O tratado final, no entanto, ainda depende do aval do presidente americano, Donald Trump.
Mais cedo, em uma publicação no TruthSocial, Trump afirmou que se prepara para tomar uma "decisão final" sobre um possível acordo com o país do Oriente Médio.
"Terei agora uma reunião na 'Situation Room' (sala de controle da Casa Branca) para tomar uma decisão final", escreveu o presidente em sua plataforma, Truth Social.
Na mesma mensagem, Trump explica suas condições imprescindíveis para cessar definitivamente as hostilidades contra o Irã:
"O Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto, sem pedágio, para tráfego marítimo irrestrito em ambas as direções", com remoção das minas aquáticas colocadas na região
"O urânio enriquecido, que está enterrado profundamente no subsolo, (.) será desenterrado" pelos EUA em conjunto com o Irã e "destruído".
O Irã, por sua vez, considera os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre um possível acordo com Teerã como "uma mistura de verdade e falsidade", de acordo com a agência de notícias semioficial iraniana.
Um memorando de entendimento entre o Irã e os Estados Unidos ainda estava nos estágios finais de avaliação no Irã, e nenhuma decisão final havia sido tomada ainda, disseram as fontes ouvidas pela agência.
De acordo com a agência de notícias iraniana Fars, o Irã não concordou em destruir material nuclear e negam que acordo inclua a reabertura do Estreito de Ormuz sem pedágio.
Mesmo diante do vai e vem de notícias, a percepção de que os dois países caminham para um acordo foi bem recebida pelo mercado e já se refletiu nos preços do petróleo.
O petróleo Brent, referência internacional, tinha queda de 1,77% perto das 16h10, cotado a US$ 92,05 por barril. Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, recuava 1,48% no mesmo horário, negociado a US$ 87,58 por barril.
O conflito começou no fim de fevereiro, após ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e se espalhou rapidamente pelo Oriente Médio, provocando tensão global e impactos no mercado de energia.
Atualmente, um dos principais pontos de disputa é o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa parte importante do petróleo comercializado no mundo. O Irã restringiu o tráfego na região, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos.
Mesmo com os novos confrontos, o governo iraniano afirmou considerar improvável uma retomada total da guerra, alegando que os adversários demonstram “fraqueza”.
Mercados globais
Em Wall Street, os índices caminhavam para um dia positivo, enquanto investidores aguardavam uma resolução sobre o acordo entre EUA e Irã.
Perto das 16h10, o Dow Jones avançava 0,60%, e o S&P 500 tinha alta de 0,16%, enquanto o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,10%.
Na Europa, as bolsas fecharam a última sessão de maio sem direção única. O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,1%, para 626 pontos, e garantiu o fechamento positivo para a semana.
Entre os principais índices da região, o DAX, da Alemanha, subiu 0,05%, enquanto o FTSE 100, do Reino Unido, caiu 0,16% e o CAC-40, da França, perdeu 0,07%.
Na Ásia, o desempenho foi misto. Em Xangai, o índice SSEC caiu 0,73%, aos 4.068 pontos, enquanto o CSI300 — que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen — recuou 0,45%, para 4.892 pontos.
Já em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,70%, aos 25.182 pontos. Em Tóquio, o Nikkei disparou 2,53%, encerrando o pregão aos 66.329 pontos.
Dólar
freepik

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