Outras estudantes descreveram que, durante exercícios com bolas de ginástica, o professor se aproximava por trás e fazia gestos com as mãos simulando que iria apalpar as nádegas das adolescentes.
Uma das mães relatou que sua filha a ligou chorando muito por volta das 17h40 daquela sexta-feira, desesperada com as atitudes do professor durante a aula.
Quais medidas foram tomadas pela Secretaria da Educação e pela escola?
Assim que as denúncias foram formalizadas, a Secretaria da Educação do estado rescindiu o contrato temporário de Gustavo Cucolicchio e instaurou uma apuração preliminar para investigar os fatos administrativamente.
A direção da escola, embora não estivesse presente no momento dos episódios, segundo relatos de familiares, realizou a escuta das vítimas e convocou os responsáveis após tomar conhecimento das queixas.
Além da demissão, o caso foi inserido no Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP). Como parte desse protocolo, um psicólogo foi colocado à disposição das alunas afetadas para oferecer suporte emocional diante dos traumas relatados.
Como a Polícia Civil e o Ministério Público estão conduzindo o caso?
Na esfera criminal, o caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher de Ribeirão Preto, que apura o crime de importunação sexual.
Paralelamente, a Promotoria da Infância e Juventude instaurou um inquérito civil no dia 28 de maio para investigar as responsabilidades cíveis e administrativas do docente e do Estado.
O promotor Moacir Tonani Junior solicitou informações detalhadas à direção da escola e ao Estado, estabelecendo um prazo de 15 dias para o envio de documentos.
Entre os próximos passos da investigação estão a realização de escutas especializadas com as adolescentes, a oitiva de testemunhas e o depoimento do professor suspeito.
O que o MP pretende apurar?
O promotor responsável ressaltou que a investigação também focará na capacidade de fiscalização da diretoria da escola.
O Ministério Público quer saber se a equipe gestora tinha condições de constatar irregularidades, se os servidores eram devidamente capacitados e se o número de funcionários era adequado para garantir a segurança dos alunos.
Outro ponto fundamental do inquérito civil é verificar a regularidade da contratação do docente.





