Três técnicos de enfermagem suspeitos de matarem pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta
TV Globo/Reprodução
O Ministério Público do Distrito Federal pediu à Justiça a retirada do sigilo do processo que apura a morte de três pacientes na UTI do Hospital Anchieta, no Distrito Federal.
Segundo o órgão, o caso é de interesse público, o que justificaria a liberação das informações. A ação tramita atualmente em segredo de Justiça.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp.
Nesta quarta-feira (27), ocorreu o primeiro dia de audiência do processo, que acontece sem a presença da imprensa. Até o momento, duas pessoas foram ouvidas, e a previsão é de que oito depoimentos sejam colhidos ao longo do dia. Apenas as partes envolvidas acompanham as sessões.
Entre as testemunhas previstas para esta quarta estão um delegado da Polícia Civil, peritos e médicos legistas, todos indicados pela assistência de acusação.
Primeiro dia de audiência A audiência estava marcado para começar às 14h, mas teve atraso de cerca de uma hora e meia devido à demora no deslocamento do comboio da Polícia Penal, responsável por levar os acusados do presídio até o Fórum de Taguatinga.
Os réus Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva estão presos desde o início de janeiro.
Eles respondem pelo homicídio de três pessoas: João Clemente Pereira, de 63 anos;
Miranilde Pereira da Silva, de 75 anos; e Marcos Moreira, de 33 anos.
O processo prevê ouvir 32 testemunhas. Nesta terça-feira (27), oito pessoas devem ser ouvidas, e a audiência deve seguir até às 21h. Outras 16 testemunhas serão ouvidas nos dias 29 de maio e 1º de junho.
A fase final, prevista para junho de 2029, inclui depoimentos de 8 testemunhas exclusivas de defesa e o interrogatório dos três acusados.
Marcos Vinicius Silva Barbosa de Araújo responde por 5 tentativas de homicídio qualificado e 3 homicídios consumados.
Já Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva são acusadas de participação nos mesmos crimes, que resultaram na morte de três pacientes.
A defesa de Amanda Rodrigues de Sousa informou à TV Globo que os fatos serão esclarecidos porque os advogados passam a participar do interrogatório, oportunidade em que será assegurada a acusada Amanda a primeira oportunidade de ser comprovada a sua inocência.
Segundo a Polícia Civil, os três teriam provocado intencionalmente a morte dos pacientes no fim do ano passado, por meio da administração de uma medicação aplicada na veia dentro da UTI do hospital.
De acordo com o Tribunal de Justiça do DF, não há previsão para o fim da audiência, já que não existe limite de tempo para os depoimentos.
Os trabalhos devem continuar na sexta-feira (29) e na próxima segunda-feira (1º), às 14h.





