Chefe do PCC solto por desembargador de MS é preso na Bolívia
Condenado a quase 126 anos de prisão, o megatraficante Gerson Palermo, preso na Bolívia nesta terça-feira (26) após ficar seis anos foragido, tem em seu histórico criminal crimes de grande impacto. Palermo é considerado um dos principais chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O criminoso fugiu cinco horas após ter prisão domiciliar concedida por decisão judicial, em abril de 2020. Ele estava preso no presídio de segurança Máxima de Campo Grande. A prisão domiciliar foi concedida pelo desembargador Divoncir Maran, posteriormente punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
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Gerson Palermo cumpria prisão pelos seguintes crimes:
Sequestro de um avião da antiga Vasp, quando roubou um malote do Banco do Brasil com R$ 5 milhões (condenado a 66 anos e 9 meses de prisão) Tráfico internacional de drogas oriundas, principalmente, da Bolívia (condenado a 59 anos de prisão)
O sequestro do avião
No dia 16 de agosto de 2000, Gerson Palermo participou do sequestro de um Boeing 737 da empresa Vasp. O avião decolou do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a São Luís. Cerca de 20 minutos depois, foi tomado pelo grupo criminoso.
Os sequestradores renderam o comandante e a tripulação após forçarem a aeronave a pousar em Porecatu, no Paraná. No local, a quadrilha roubou nove malotes do Banco do Brasil com cerca de R$ 5,5 milhões.
Ele foi preso no dia 29 de agosto de 2000 e condenado a 66 anos de prisão. Em 2010, ele conseguiu direito à progressão da pena, foi para o regime semiaberto e, depois, para o aberto.
Tráfico de drogas
Sete anos depois, ele voltou ao centro de outra grande investigação. Em março de 2017, a Polícia Federal deflagrou a Operação All In para desmontar um esquema de tráfico internacional de drogas. Palermo foi apontado como um dos chefes da organização.
A polícia aponta que Palermo é piloto de avião e fazia a conexão entre facções brasileiras e cartéis produtores de drogas na Bolívia e Colômbia.
Segundo as investigações, a cocaína saía da Bolívia em aviões até Corumbá (MS). Depois, era transportada em caminhões para outros estados do país. A operação ocorreu em seis estados e apreendeu 810 quilos de cocaína.
Pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, ele foi condenado a mais 59 anos de prisão. Somadas, as penas chegam a quase 126 anos.
Após as condenações, Palermo foi preso e encaminhado ao presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, onde cumpria pena em regime fechado.
A prisão na Bolívia
Palermo foi preso nesta terça-feira (26) pela Força Especial de Combate ao Narcotráfico da Bolívia na região de Santa Cruz de La Sierra.
Segundo apurado pelo g1, a prisão ocorreu em uma ação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e a polícia boliviana especializada no combate ao narcotráfico. A expectativa é de que Palermo seja expulso da Bolívia. A prisão ocorreu após o Fantástico mostrar os bastidores da soltura do traficante pelo desembargador Divoncir Maran.
Gerson Palermo foi preso na região de Santa Cruz de La Sierra.
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