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‘Jamaica’, desaparecido em maratona aquática em SP, é encontrado morto

Rafael Alves Santos, de 44 anos, desapareceu no Rio Itapanhaú, em Bertioga, SP
Reprodução
O corpo do pintor e canoísta Rafael Alves Santos, que estava desaparecido há três dias após cair nas águas do Rio Itapanhaú, em Bertioga, no litoral de São Paulo, foi encontrado nesta terça-feira (26). Conforme apurado pelo g1, a vítima tinha 44 anos e deixa cinco filhos.

O corpo de Rafael, conhecido como 'Jamaica', foi encontrado pelo 6° Grupamento de Bombeiros, por volta das 11h, ainda no Rio Itapanhaú. Há três dias, a corporação realizava buscas utilizando embarcações e mergulhadores, com apoio do Grupamento de Bombeiros Marítimo.
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Os bombeiros destacaram que o corpo foi reconhecido pelos familiares e encaminhado para perícia no posto de comando das buscas. O g1 solicitou informações à Secretaria de Segurança Pública (SSP), mas não teve retorno até a última atualização da reportagem.

Ao g1, a sobrinha Adriele Mendes, de 28, contou que o tio é pintor, capoeirista e ama a prática da canoa. "Uma pessoa maravilhosa", afirmou a filha do irmão de Rafael. "Ele é bastante conhecido aqui em Bertioga [.] porque é espontâneo, arruma amizade fácil", acrescentou.

O homem sumiu no sábado (23), quando caiu de um caiaque enquanto acompanhava uma prova de natação de longa distância. De acordo com o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), ele fazia parte da equipe de apoio aos atletas e pode ter sofrido um mal súbito.

Agora no g1
Adriele disse que ficou sabendo que o tio é conhecido como "Jamaica" pelos amigos após o desaparecimento. Ela não foi informada, porém, sobre o motivo do apelido. A familiar destacou que Rafael é natural de Ubaitaba, cidade no sul da Bahia, mas vivia em Bertioga há anos.

A sobrinha acrescentou que o tio nunca havia tido um mal súbito antes e não chegou a comentar sobre nenhum sintoma antes de desaparecer. Ela afirmou que Rafael estava apenas com um ferimento na perna porque caiu enquanto andava de bicicleta elétrica.

Desaparecimento
Caso aconteceu durante a Mega Maratona Aquática do Rio Itapanhaú, em Bertioga, SP
Prefeitura de Bertioga/Divulgação
As buscas começaram logo após o acionamento dos bombeiros, com equipes aquáticas e terrestres. Desde o dia do desaparecimento, os agentes atuam com embarcações e viaturas especializadas em uma área de mata e de difícil acesso.
"O atendimento exige atuação integrada e grande esforço operacional em razão das características da área, que possui difícil acesso e extensa faixa de busca no interior do rio", ressaltou o GBMar.
Organização da prova
A Mega Maratona Aquática do Rio Itapanhaú tinha 21 quilômetros de percurso, com saída do bairro Chácaras, passagem pelo Mangue Seco e chegada no Forte São João.
Rio Itapanhaú, em Bertioga, SP
Reprodução/Prefeitura de Bertioga
Em nota, a Associação 14 Bis, responsável pela organização da maratona aquática, afirmou que acompanha o caso:
"Neste momento, toda a organização está profundamente abalada com o ocorrido e concentrada no acompanhamento das buscas e no apoio às autoridades competentes. Estamos colaborando integralmente com as equipes responsáveis e acompanhando a situação desde os primeiros minutos.
Por respeito aos familiares, amigos e envolvidos, entendemos que este é um momento de cautela e responsabilidade na divulgação de informações. Assim que houver atualizações oficiais e confirmadas, iremos nos posicionar pelos canais oficiais da organização".
VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

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