Uma plataforma digital de locação de imóveis foi condenada a indenizar uma mulher em R$ 5 mil por uma hospedagem em condições insalubres em Pouso Alegre (MG). A cliente relatou problemas como água suja nas torneiras, manchas aparentes de sangue nas paredes e falta de higiene no quarto, que não correspondia às fotos divulgadas no site.
📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram
A decisão é da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que manteve a condenação, mas reduziu o valor da indenização de R$ 10 mil para R$ 5 mil.
Segundo o processo, a mulher reservou um quarto de hotel na cidade do Sul de Minas para passar a noite antes de um concurso público. Ao chegar ao local, encontrou a hospedagem em situação precária.
Tribunal de Justiça de Minas Gerais
Divulgação / TJMG
Entre os problemas relatados estavam banheiro sem higienização, ducha danificada, ralo enferrujado, colchões sujos, frigobar deteriorado, ar-condicionado com instalação improvisada e fezes de pássaros na janela.
Mesmo diante das condições, ela decidiu permanecer no local para não comprometer a realização da prova. A consumidora afirmou que registrou reclamação na plataforma, mas não teve retorno. Na ação, ela pediu a devolução do valor pago e indenização por danos morais.
Top 3: Lucas Soares traz os principais destaques da semana no g1 Sul de Minas
A plataforma alegou no processo que atua apenas como intermediadora entre proprietários e hóspedes e que não teria responsabilidade pelos problemas. O argumento, no entanto, foi rejeitado pela Justiça.
A relatora do caso, desembargadora Mônica Libânio, destacou que a empresa faz parte da cadeia de fornecimento e deve responder por falhas na prestação do serviço. Segundo ela, houve diferença entre o que era anunciado e as condições reais do imóvel, o que fere o dever de transparência com o consumidor.





