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Professores da USP aderem a greve de estudantes, pedem melhoria salarial e responsabilização da PM por ação contra alunos

Ocupação da reitoria
A Reitoria da USP disse, por meio de nota, que a desocupação aconteceu sem comunicação prévia à entidade e que lamenta os episódios de violência ocorridos durante a ação da PM.
"A USP repudia que a violência substitua o diálogo, a pluralidade de ideias e a convivência democrática como forma de avanço de pautas e solução de controvérsias e reforça que continuará atuando com responsabilidade institucional, buscando a pacificação do ambiente universitário", declarou.
Por meio de nota, PM afirmou que 150 pessoas foram tiradas da reitoria e que a ação não teve feridos e foi gravada por câmeras operacionais portáteis dos policiais.
Segundo a polícia, “eventuais denúncias de excesso serão rigorosamente apuradas”.
“Após a desocupação, uma vistoria no espaço constatou os danos ao patrimônio público, entre eles a derrubada do portão de acesso, portas de vidro quebradas, carteiras escolares danificadas, mesas avariadas e danos à catraca de entrada.
Ocupação da reitoria da USP, na Zona Oeste de SP
Lívia Martins/TV Globo
Greve nas universidades
A greve reúne estudantes da USP, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Na USP, estudantes do Conjunto Residencial da Universidade de São Paulo (Crusp) afirmam que os prédios enfrentam problemas estruturais graves.
A equipe da TV Globo esteve no Crusp na noite do dia 6 de maio e registrou várias luminárias queimadas, entre outros problemas estruturais devido à falta de manutenção. Há pisos, janelas, azulejos e canos velhos e quebrados. Quartos com mofo, infiltrações que não são resolvidas. Em uma cozinha coletiva, as luzes nem sequer acendem. Em uma outra, o fogão está com um vazamento de gás, e os alunos precisam desligar o registro geral embaixo da pia.
Na Unesp, estudantes do Instituto de Artes, na Barra Funda, também aderiram à paralisação. Eles pedem a ampliação de serviços básicos no período noturno, como atendimento médico e funcionamento da biblioteca até o fim das aulas.
A mobilização ganhou força após a morte da professora Sandra Regina Campos, que sofreu um mal súbito durante uma palestra realizada à noite na universidade, em 7 de abril. Segundo estudantes, os profissionais de saúde já haviam deixado o campus quando ela passou mal.

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