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Justiça mantém prisão de argentino suspeito de racismo contra criança em Maria Fumaça em MG

Justiça mantém prisão de argentino suspeito de racismo contra criança em MG
A Justiça decidiu manter preso o turista argentino Eduardo Ignacio, de 63 anos, detido no último domingo (24) suspeito de cometer o crime de injúria racial contra uma criança negra de 7 anos. O crime ocorreu dentro do trem turístico Maria Fumaça, que liga São João del Rei a Tiradentes.
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O suspeito passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (25), e teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Com a decisão, o homem foi transferido para o sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça.

Conforme o Tribunal de Justiça, o processo irá seguir em segredo de Justiça por envolver menor de idade. O g1 tenta localizar a defesa do acusado.

Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, o turista foi flagrado por passageiros enquanto tirava fotos da criança e compartilhava os arquivos em um aplicativo de mensagens, em espanhol, com declarações discriminatórias.
Em um dos textos, ele escreveu a frase: "Posso levá-lo como escravo", além de alegar que o Brasil tinha "muitos escravos" e perguntar se poderia levar a criança para cuidar de suas netas.
Argentino é suspeito de cometer racismo dentro da Maria Fumaça, em Tiradentes.
Arquivo pessoal
A VLI, empresa responsável pela operação do trem Maria Fumaça, lamentou profundamente o ocorrido, reiterou repúdio a qualquer ato de racismo e informou estar à disposição das autoridades policiais para colaborar com as investigações.
Família veio do Rio de Janeiro para comemorar aniversário
O garoto e a família são moradores do Rio de Janeiro e viajavam a Minas Gerais para comemorar o aniversário da mãe do menino, uma mulher de 32 anos.

O embarque ocorreu na estação de São João del Rei. Durante o trajeto, uma testemunha que estava no mesmo vagão notou as mensagens no telefone de Eduardo e alertou a mãe da vítima.

Ao ser confrontado, o homem tentou esconder o celular, mas acabou exibindo o histórico de conversas após a insistência de passageiros. A mãe conseguiu fotografar a tela do aparelho para registrar as provas do crime.
Funcionários da concessionária da linha turística e passageiros contiveram o homem até a chegada da Polícia Militar.

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