Desembargador Sérgio Kreuz e Adriana Milczvsky, idealizadores do A.dot
Reprodução/RPC
Segundo o juiz auxiliar da presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Hugo Zaher, atualmente cerca de 1,8 mil crianças e adolescentes aguardam adoção.
"A incorporação do A.dot ao SNA representa um avanço estratégico na Política Judiciária de Convivência Familiar e Comunitária. A expectativa é ampliar significativamente a visibilidade de crianças e adolescentes com perfis historicamente menos procurados", disse.
Aplicativo não é 'para curiosos'
Para ter acesso ao aplicativo e, consequentemente, aos vídeos das crianças e adolescentes, é preciso estar cadastrado no Sistema Nacional de Adoção. Sérgio Kreuz afirma que o processo inclui cadastro, avaliação e preparação dos pretendentes.
“O aplicativo não foi feito para curiosos. Foi feito para pessoas que já estão habilitadas no Sistema Nacional de Adoção. A pessoa que quer adotar vai na sua comarca, leva documentos, faz uma inscrição, passa por avaliação e por uma preparação”, explicou.
Segundo Kreuz, uma das preocupações do aplicativo é garantir a segurança das crianças e evitar exposição indevida.
“O aplicativo foi feito para preservar a imagem e a identidade das crianças, mas ao mesmo tempo não deixá-las na invisibilidade”, afirmou.
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