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Trump sobre Irã: ‘Será um acordo excelente ou não haverá acordo’

Trump e Rubio afirmam que acordo com o Irã pode reabrir o Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou sobre as negociações para chegar a um acordo de paz com o Irã e afirmou que ele só acontecerá se for "excelente" para os EUA, nesta segunda-feira (25).
Em um post citando vários políticos do Partido Democrata que fazem oposição ao seu governo, ele rebateu as críticas que vêm sofrendo, criticou o acordo feito pelo ex-presidente democrata Barack Obama com Teerã e chamou os adversários de "perdedores".
"O acordo com o Irã será ótimo e significativo, ou não haverá acordo algum. Será exatamente o oposto do desastre do JCPOA negociado pelo fracassado governo Obama, que abriu caminho direto e sem obstáculos para o Irã obter armas nucleares. Não, eu não faço acordos assim!", afirmou.
O acordo nuclear firmado em 2015 entre o governo Obama e o Irã previa limitar o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções internacionais. Críticos do pacto, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio.
O presidente Donald Trump faz pronunciamento no Rockland Community College, em Suffern, Nova York
REUTERS/Kylie Cooper
Mais cedo, em visita à Índia, o secretário de Estados dos EUA, Marco Rubio, afirmou que o acordo pode ser concluído ainda nesta segunda. Ressaltou que Israel tem o direito de se defender contra ataques e que os EUA daria todas a chances à diplomacia antes de 'explorar as alternativas'.

"Temos o que eu acho que é algo bastante sólido na mesa em termos de capacidade de abrir os estreitos. Israel sempre tem o direito de se proteger se o Hezbollah lançar ou for lançar mísseis contra eles, Israel tem todo o direito de responder a isso. Achamos que poderíamos ter alguma novidade ontem à noite, talvez hoje, eu não tiraria conclusões precipitadas disso", disse ele a jornalistas.
Um dia antes, neste domingo (24), Trump afirmou que o acordo para o fim da guerra com o Irã ainda não foi visto por ninguém, nem está "totalmente negociado". O presidente norte-americano também afirmou que a relação dos EUA com Teerã "está se tornando muito mais profissional e produtiva'.
"As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva, e informei meus representantes para não se precipitarem em um acordo enquanto o tempo estiver a nosso favor. (.) Ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo. Não pode haver erros! Nossa relação com o Irã está se tornando muito mais profissional e produtiva. Eles precisam entender, no entanto, que não podem desenvolver ou adquirir uma arma ou bomba nuclear", escreveu.
Agora no g1
A publicação sinaliza uma nova mudança no tom do presidente sobre as negociações. No sábado (23), Trump disse achar que o acordo estava perto de ser concluído — horas depois, afirmou também que iria "explodi-los [os iranianos] em mil infernos" caso as duas partes não chegassem a um consenso até este domingo.
Hoje, no entanto, o presidente disse ter orientado os representantes dos EUA a não terem pressa de negociar um acordo com Teerã e que o tempo está a favor do governo norte-americano. "As negociações estão progredindo de forma ordenada e construtiva", publicou.
As negociações entre Irã e Estados Unidos pelo fim da guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, se arrastam há semanas. Uma proposta feita pelo Irã na semana passada foi rejeitada por Washington, que disse considerar os termos insuficientes.
Uma das principais exigências americanas é o encerramento definitivo do programa nuclear iraniano, o que Teerã rejeita.
Ainda neste domingo, o jornal "New York Times" informou que os dois países chegaram a um entendimento preliminar: o Irã reabriria o Estreito de Ormuz em troca da entrega de seu arsenal nuclear. A informação é atribuída a um oficial americano próximo das negociações.
Os Estados Unidos impõem, desde abril, um bloqueio aos portos iranianos, depois que Teerã praticamente paralisou o tráfego pelo Estreito de Ormuz em resposta aos ataques americanos e israelenses contra o Irã, iniciados em 28 de fevereiro.
Ormuz é um corredor estratégico para o comércio mundial de petróleo — antes do conflito, cerca de 20% da produção global passava por ali. O fechamento temporário pressionou os preços da commodity no mundo todo.
No post deste domingo, Trump também faz referência ao acordo nuclear firmado por Barack Obama em 2015. O pacto previa limitar o programa nuclear iraniano em troca da retirada de sanções internacionais.
Críticos do acordo, entre eles Israel, afirmam que parte dos recursos liberados foi usada pelo regime iraniano para financiar grupos armados no Oriente Médio.

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