Bilhetes encontrados na cadeia deram origem à operação que prendeu Deolane Bezerra
A ostentação nas redes sociais, os carros de luxo, as viagens internacionais e a imagem pública de sucesso construída por Deolane Bezerra ajudaram a criar um “cenário fértil” para ocultar dinheiro do crime organizado e dar aparência de legalidade a recursos ilícitos atribuídos ao Primeiro Comando da Capital (PCC), aponta um relatório da Polícia Civil de São Paulo que levou à prisão da influenciadora na quinta-feira (21).
O inquérito sustenta que a exposição pública e o padrão de vida milionário de Deolane teriam servido, na prática, como uma espécie de blindagem para movimentações financeiras consideradas suspeitas pelos investigadores.
O relatório afirma que Deolane “empresta toda a sua estrutura financeira e aparente respeitabilidade social para o trânsito e integração de valores ilícitos”.
A defesa de Deolane Bezerra nega as acusações e afirma que a influenciadora não integra organização criminosa nem praticou lavagem de dinheiro.
Entenda a investigação
A influenciadora e advogada Deolane Bezerra chega ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa), na região central de São Paulo, nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026. A operação do Ministério Público (MP) e da Polícia Civil de São Paulo prendeu Deolane Bezerra sob suspeita de ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Ministério Público suspeita que a influenciadora tinha ligação com um esquema de lavagem de dinheiro estruturado por meio de uma transportadora de valores do interior de São Paulo controlado pela facção
Leco Viana/The News 2/Estadão Conteúdo
O g1 reuniu o que se sabe até agora sobre as acusações contra a influenciadora:
Como começou a investigação?
O que a polícia diz sobre o esquema?
Qual seria a ligação de Deolane com Marcola?
Por que Deolane foi presa preventivamente?
O que foi apreendido e bloqueado?
Deolane é investigada apenas nesse caso?
O que diz o relatório da polícia?
Quem é Deolane Bezerra?
Como começou a investigação?
A apuração começout em 2019, após agentes penitenciários encontrarem bilhetes manuscritos escondidos em celas e na caixa de esgoto da Penitenciária II de Presidente Venceslau, no interior paulista.





