Agricultores apostam no cultivo de edamame brasileiro
O edamame, a soja verde consumida como hortaliça e muito comum na culinária oriental, está ganhando uma versão 100% nacional desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
A cultivar brasileira está sendo testada em propriedades de pequeno porte, prometendo ser uma alternativa rentável e nutritiva para a agricultura familiar (veja reportagem completa no vídeo acima).
🌱 Diferente da soja commodity, utilizada para a produção de óleo e ração animal, o edamame brasileiro passou por um melhoramento genético para apresentar características mais palatáveis ao consumo humano, como grãos maiores e sabor mais suave.
A janela ideal para a colheita é curta, de apenas três dias. Depois desse período, a soja amadurece, se transforma em semente convencional e perde as características próprias do edamame.
A colheita é feita manualmente. Após a retirada das vagens, o restante da planta, como folhas e talos, é triturado e devolvido ao solo. Esse material funciona como adubação verde devido ao seu alto teor nutricional.
A maior parte da produção é consumida internamente pelos próprios hóspedes da Fazenda Santa Teresa. As vagens são servidas de diversas formas, como em saladas com alface e cenoura ou preparadas em um estilo mais oriental com óleo de gergelim torrado.
Viabilidade econômica e consumo
Atualmente, cerca de 130 pequenos agricultores em oito estados participam da parceria com a Embrapa. O mercado, embora ainda seja um nicho, é promissor.
No Rio de Janeiro, o quilo do edamame pode ser vendido por até R$ 50, enquanto o custo de plantio para uma área de 50 m² gira em torno de R$ 100.
Além do retorno financeiro, o edamame se destaca pelo valor nutricional, sendo rico em proteínas. Na cozinha, a versatilidade é grande: pode ser consumido como aperitivo (cozido em água e sal), em saladas ou transformado em pastas.
O edamame fresco dura até 5 dias na geladeira, mas se for pré-cozido e congelado, pode ser consumido por até um ano.
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Imagem ilustrativa de Edamame.
Embrapa/Divulgação




