Ao menos duas meninas eram exploradas sexualmente no local Polícia Civil/Divulgação
Um homem de 60 anos e uma mulher de 49 foram presos e indiciados por participação em um esquema de exploração sexual de adolescentes em Campina Verde, no Triângulo Mineiro. Segundo a Polícia Civil, ao menos duas menores, de 15 e 16 anos, foram vítimas dos abusos na boate sob responsabilidade do casal. A investigação foi concluída nesta sexta-feira (22).
De acordo com a corporação, as adolescentes são de Capinópolis e teriam saído de casa para ir até Campina Verde, onde foram levadas para a casa noturna, conhecida como Boate Azul, pelos próprios proprietários do estabelecimento. O nome deles não foi divulgado pela polícia.
O g1 tenta contato com a casa noturna.
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Investigação começou em março
As investigações começaram em março deste ano, quando a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão no estabelecimento.
Na ocasião, foram recolhidos celulares, computadores, maquininhas de cartão, cadernos de anotações e outros materiais relacionados ao funcionamento do local. Os itens passaram por perícia e ajudaram a confirmar o esquema, de acordo com a polícia.
A apuração concluiu que os proprietários e responsáveis pelo local lucravam com a venda de bebidas e repassavam parte do dinheiro às adolescentes, principalmente por meio de programas e aluguel de quartos.
O delegado de Polícia Civil de Campina Verde , Fúlvio Alvarenga Sampaio, esclareceu que as duas adolescentes moravam com os avós e pais. Os familiares não foram responsabilizados na investigação por não estarem cientes do abuso.
"Nós fizemos os depoimentos. Até mandamos carta precatória para a Capinópolis, mas os avós, pais, não tinham ciência, não tinham muito controle das meninas, elas iam muito a festas, não falavam onde iam, saíam. Dessa vez, elas falavam que iam viajar e foram morar em Campina Verde, quando foram levadas pelos proprietários ali da boate para praticar programas sexuais", destacou o delegado.
O inquérito foi concluído nesta sexta-feira (22). Ao todo, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de exploração sexual e manutenção de casa de prostituição. Uma suspeita, de 39 anos, segue foragida.
*Estagiário sob supervisão de Caroline Aleixo.





