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Capivaras, maritacas e quatis: região de Presidente Prudente registra mais de 1,4 mil apreensões de animais silvestres em três anos

Mais de 1,4 mil animais silvestres são apreendidos no interior de SP em três anos
Divulgação
Mais de 1,4 mil animais silvestres foram apreendidos pela Polícia Militar Ambiental na região de Presidente Prudente (SP) desde 2023 até a primeira quinzena de maio deste ano. O balanço inclui aves, mamíferos e répteis encontrados em situações de captura ou manutenção irregular.
Os dados foram divulgados pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), que também informou ter registrado mais de 160 atendimentos relacionados a conflitos entre pessoas e animais silvestres em cidades paulistas desde 2024.

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Entre os atendimentos, há registro de ocorrências envolvendo capivaras em áreas urbanas, maritacas causando danos em lavouras e redes elétricas, além de quatis, gambás e primatas atraídos pelo descarte irregular de lixo ou alimentos.
Diante do aumento de ocorrências, a Semil promove, na próxima terça-feira (26), o 1º Encontro de Coexistência Humano-Fauna, em Anhumas (SP), na região de Presidente Prudente.

O foco é apoiar os municípios diante do aumento de situações envolvendo animais silvestres em áreas urbanas, rurais e periurbanas, promovendo medidas preventivas, manejo adequado e redução de conflitos.
“O objetivo é fortalecer o olhar dos municípios para a fauna silvestre dentro da gestão ambiental e urbana. Muitas vezes, as equipes locais recebem demandas da população sem protocolos definidos ou orientação técnica específica. Queremos apoiar os municípios para que consigam atuar de forma preventiva, segura e sustentável”, afirmou a chefe do Departamento de Fauna Silvestre In Situ e Ex Situ da Semil, Milena Bressan.
Segundo Milena, a maior parte dos conflitos está relacionada tanto à forma como as cidades se expandem quanto ao comportamento humano.
“Coexistência também significa orientar a população sobre práticas que evitam atrair animais silvestres e reduzem riscos tanto para as pessoas quanto para a fauna”, destacou.
Entre os temas abordados no encontro estarão coexistência com fauna silvestre, prevenção de conflitos, manejo, saúde única e estratégias de atuação municipal. O evento contará ainda com a participação da pesquisadora da USP Katia Maria Paschoaletto Micchi de Barros Ferraz, autora do guia “Coexistência com a fauna”, referência na abordagem sobre interação entre pessoas e animais silvestres em áreas urbanas e compartilhadas.
Para a diretora de Biodiversidade e Biotecnologia da Semil, Patrícia Locosque Ramos, o tema exige atuação integrada de diferentes áreas da gestão pública.
“A coexistência humano-fauna é um desafio crescente nas cidades paulistas e envolve conservação ambiental, saúde pública e planejamento urbano. Nosso trabalho busca justamente ampliar a capacidade técnica dos municípios para lidar com essas situações de forma qualificada e baseada em conhecimento científico”, afirmou.
Capivara recém-nascida é resgatada e internada em Itu (SP)
Arquivo Pessoal
Além do encontro presencial, a Semil também vem ampliando a formação técnica por meio da plataforma Semil EaD/DBB, criada para oferecer cursos gratuitos sobre coexistência humano-fauna e manejo de fauna silvestre.

Desde a implantação do progama, mais de mil participantes se inscreveram nas capacitações, com representantes de 419 municípios paulistas.
A convivência entre pessoas e fauna silvestre também impacta a segurança viária. Dados do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP) apontam 1.039 registros de atropelamentos de animais silvestres na região de Presidente Prudente entre 2023 e 2026.

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