Frio muda rotina e negócios no Sul — até banheiro de posto tem lareira
O frio já movimenta a economia no Rio Grande do Sul e cria soluções improváveis.
O aconchego da lareira dentro do banheiro é o diferencial de um posto de combustíveis na BR-386, no norte gaúcho.
“Muito bom. Que nem essa noite tinha frio, geada, mas foi excelente para tomar banho. Tu entra ali e já está quentinho”, diz o motorista Alexandro Schuster.
Para abastecer fogões, lareiras e até aquecer aviários, as vendas de lenha triplicam nesta época na região.
“Tenho mais ou menos umas 4 mil lascas encomendadas. Não estou aceitando encomenda porque não adianta eu prometer para o cliente e não cumprir”, conta o lenheiro Lucimar Ficcagna.
Em uma loja de eletrodomésticos em Porto Alegre, o faturamento cresce até 30%. Aquecedores são os mais procurados.
“Temos dois. Um, botamos para os cachorros e um para nós no quarto”, conta uma cliente.
No Centro de Porto Alegre, as lojas de comércio popular comemoram o aumento nas vendas, em especial as do setor do vestuário. Em uma, uma das peças mais vendidas é a blusa térmica. Em um dia de grande movimento, chegam a ser comercializadas 60 peças desse modelo.
“Estava bem difícil e agora que o frio veio melhorou muito as vendas. As pessoas procurando bastante casaco, moletom, roupas quentes, térmicas, touca”, conta a gerente de loja Alice Souza.
Atrativos do frio devem levar mais de 1,2 milhão de visitantes ao Rio Grande do Sul em 2026
Jornal Nacional/ Reprodução
O Vale dos Vinhedos também vive a alta temporada na Serra Gaúcha. As vendas de vinho tinto aumentam até 40% entre o outono e o inverno.
“Acaba aquecendo um pouco também quando a gente está consumindo um vinho assim no friozinho, é bem gostoso. Uma comidinha bem quentinha, uma sopinha, combina”, diz a sommelier Déa Vianna.
Combina tanto, que uma indústria da serra produz 500 kg de capeletti por dia.
“Na verdade, é a época da nossa safra. Então de abril a outubro, os números quase que triplicam aqui na nossa indústria”, conta a nutricionista Josiane Camazzola.
Os atrativos do frio devem levar mais de 1,2 milhão de visitantes, em 2026, ao Rio Grande do Sul. O turismo movimenta R$ 17 bilhões na economia gaúcha. Uma família do Rio de Janeiro aprovou a experiência em Gramado.
“Eu usei uma blusa de manga, um casaco, três calças. Então foi bem. E um casacão”, conta Nicole Calamari Siqueira, de 11 anos.
“Foi muito bom, a gente curtiu bastante, foi muito divertido”, diz o turista.
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