Motorista mata passageira, arrasta moto por 8 km e foge sem prestar socorro em estrada
A policial militar Mariana Evangelista Albuquerque, investigada por matar a vendedora Andrea Encarnação da Silva, de 42 anos, em um acidente de trânsito em Boa Vista, foi promovida de soldado a cabo. A cerimônia de promoção dela ocorreu na noite desta quarta-feira (20), em evento promovido pelo governo.
A policial é suspeita de atingir a motocicleta onde Andrea estava com o marido, na RR-205, no dia 17 de dezembro. Após a batida, a moto foi arrastada por cerca de 8 quilômetros pelo carro conduzido pela PM, segundo a investigação. A suspeita fugiu sem prestar socorro.
Em nota, a defesa de Mariana, informou que ela "se sensibiliza profundamente com a morte da vítima e, reiterando seu compromisso com a reparação dos danos, informa que já firmou acordo integral com a família na esfera cível."
"Esclareço que se trata de uma situação de natureza estritamente pessoal, sem qualquer correlação com o cargo de policial militar da Sra. Mariana", acrescentou.
Em nota, a PM informou a promoção de Mariana "ocorreu em conformidade com os critérios previstos na legislação vigente, que consideram requisitos objetivos estabelecidos para a ascensão funcional." Vítima Andrea Encarnação da Silva deixou o marido, três filhos e cinco netos após morrer em acidente causado por PM
Reprodução/Rede Amazônica
Além disso, em 2024, há 2 anos e 4 meses, a corporação disse ter instaurado procedimento administrativo contra a investigada. No entanto, atualmente, afirmou que "será instaurado o procedimento administrativo".
Diante da divergência nas informações da própria PM, a reportagem questionou a corporação e aguarda resposta.
Em depoimento, afirmou que voltava de um lago na zona rural da capital quando ultrapassou outro veículo e, ao retornar para a faixa, os airbags do carro acionaram.
Segundo relatou, ela “não fazia ideia” do que havia atingido e só percebeu a motocicleta presa ao capô após parar no acostamento. A policial disse ainda que não retornou ao local por “medo de represálias”.
Testemunhas relataram que as vítimas retornavam de uma chácara quando foram atingidas pelo carro em alta velocidade, que fazia ultrapassagens na rodovia.
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