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Denunciado por ‘calote’, dono de fábrica de móveis planejados pede perdão a clientes e admite erros de gestão: ‘Não sou estelionatário’

Veja o que dono de fábrica de móveis diz sobre 'calote' a clientes em Ribeirão Preto
O empresário Fernando Barbosa, denunciado por não entregar projetos de móveis planejados em Ribeirão Preto (SP), pediu perdão aos clientes pelos prejuízos causados e atribuiu os problemas enfrentados e atrasos da fábrica a erros de gestão cometidos por ele, mas negou ter aplicado golpes.
"Eu não sou vítima, não estou aqui para dar entrevista para ser vítima, mas também não sou estelionatário", disse o dono da Planearte ao falar pela primeira vez sobre o caso à EPTV, afiliada da TV Globo.
Fernando, que concedeu entrevista pela internet, sem revelar onde está, também alegou que não foi mais encontrado na cidade porque precisou se afastar para cuidar da saúde mental e porque chegou a ser ameaçado.

Segundo ele, isso gerou um impacto no caixa e consequentemente no pagamento dos salários dos empregados, com a perda de clientes afastados por informações negativas associadas à fábrica.
"A gente tinha um processo operacional muito ruim. Infelizmente eu demorei a abrir os olhos para poder cortar o custo, eu fui cortar o custo em outubro, novembro. Isso repercutiu mal, porque os concorrentes começaram a falar no mercado 'a Planearte está quebrada'. (.) Nenhuma empresa tem caixa para três meses e esse 'boca a boca' foi mortal para acabar com o giro da empresa e a gente acabou não fazendo a folha de pagamento dos funcionários", explica.
Fernando Barbosa, da Planearte, concedeu entrevista à EPTV pela internet, sem revelar sua localização.
Reprodução/EPTV
Fernando também admite que, durante a condução dos negócios, abriu diferentes CNPJs para não perder clientes, eventualmente desmotivados por restrições existentes contra a empresa.
"Eu que assinava. Então, era no meu nome, todos estão no meu nome. Mas por que você abriu um monte de CNPJ? Porque as pessoas consultam o CNPJ para poder comprar. você está com restrição, a pessoa não compra era por causa disso e por causa da parte tributária mas todos os contratos fui eu que assinei."
'O meu objetivo primeiro é pedir perdão'
Ao admitir os erros, Fernando pediu desculpas aos clientes e disse que não agiu de maneira pensada para prejudicá-los, muito menos a empresa.
"O meu objetivo primeiro é pedir perdão para as pessoas do que aconteceu, porque eu tentei acertar. É como você pegar um avião e o avião cair. Você não torce para esse avião cair. Eu não torci para a minha empresa cair", diz.
O empresário afirma que, diante dos problemas, tinha a intenção de vender a Planearte para liquidar as dívidas, mas que isso ficou inviável, a curto prazo, depois que equipamentos e máquinas foram levados da fábrica na zona norte de Ribeirão Preto e do show room, localizado na zona sul.

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