Vista aérea de Gavião Peixoto (SP)
Divulgação/Prefeitura
Um ranking divulgado nesta quarta-feira (20) pelo instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta as cidades brasileiras com a melhor e a pior qualidade de vida em 2026.
"O progresso foi tímido. A maioria dos municípios subiu no máximo um ou dois pontos de um ano para o outro", diz Melissa.
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Curitiba lidera entre as capitais
Curitiba (PR) é a capital com melhor qualidade de vida, com 71,29 pontos. Em seguida vêm Brasília (70,73), São Paulo (70,64), Campo Grande (69,77) e Belo Horizonte (69,66).
Na outra ponta aparecem Macapá (59,65) e Porto Velho (58,59) — as duas únicas capitais que ficaram fora do grupo dos melhores desempenhos do país.
Curitiba lidera o ranking das capitais pelo segundo ano seguido. Segundo Wilm, para alcançar uma pontuação alta no IPS, um município precisa apresentar bom desempenho de forma sistemática, consistente e equilibrada entre todas as áreas avaliadas pelo índice.
"Curitiba é uma das capitais que tem um desempenho elevado em praticamente todas essas áreas, em especial no componente de qualidade do meio ambiente, com indicadores que olham para áreas verdes urbanas, emissões de CO2 e desmatamento", diz a coordenadora.
Vista de drone da região central de Curitiba, capital do Paraná
Roberto Dziura Jr/AEN
Mesmo as capitais com melhor desempenho no índice ainda enfrentam desafios importantes. Segundo Melissa, nenhum município brasileiro está livre de fragilidades ou áreas que exigem atenção.
Em Curitiba, por exemplo, um dos pontos de alerta está na inclusão social, especialmente em indicadores ligados à população em situação de rua.
"Curitiba é um município que tem uma fragilidade dentro do tema de inclusão social, em indicadores como famílias em situação de rua, que precisam de atenção dentro dessa capital", afirma.
Pontuações das capitais no IPS Brasil 2026
Curitiba (PR) — 71,29
Brasília (DF) — 70,73
São Paulo (SP) — 70,64
Campo Grande (MS) — 69,77
Belo Horizonte (MG) — 69,66
Goiânia (GO) — 69,47
Palmas (TO) — 68,91
Florianópolis (SC) — 68,73
João Pessoa (PB) — 67,73
Cuiabá (MT) — 67,22
Rio de Janeiro (RJ) — 67,00
Porto Alegre (RS) — 66,94
Natal (RN) — 66,82
Aracaju (SE) — 66,35
Vitória (ES) — 66,02
Teresina (PI) — 66,02
São Luís (MA) — 65,64
Fortaleza (CE) — 65,15
Boa Vista (RR) — 64,49
Manaus (AM) — 63,91
Belém (PA) — 63,90
Rio Branco (AC) — 63,44
Recife (PE) — 63,22
Salvador (BA) — 62,18
Maceió (AL) — 61,96
Macapá (AP) — 59,65
Porto Velho (RO) — 58,59
Mapa dos resultados do IPS Brasil 2026
Arte/g1
Norte tem os piores indicadores ambientais
A região Norte, que reúne os municípios da Amazônia Legal, concentra os piores desempenhos do IPS Brasil.
O dado chama atenção porque aparece até mesmo no componente de Qualidade do Meio Ambiente, contrariando a percepção de que a região estaria automaticamente associada à conservação ambiental.
Segundo Wilm, esse padrão vem se repetindo de forma consistente nas três edições já divulgadas.
Os indicadores ambientais considerados pelo IPS incluem desmatamento acumulado, emissões de gases de efeito estufa, focos de calor e supressão de vegetação.
No ranking estadual, o Distrito Federal lidera, com 70,73 pontos, seguido por São Paulo (67,96), Santa Catarina (65,58), Paraná (65,21) e Minas Gerais (64,66). Na outra ponta aparecem Pará (55,80), Maranhão (57,59) e Acre (58,03).
A diferença de quase 15 pontos entre o primeiro e o último colocado, segundo Wilm, evidencia a desigualdade entre os estados brasileiros.





