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Prefeito é um dos 6 presos em operação contra lavagem de dinheiro em obras públicas no litoral de SC

Prefeitos de SC são alvos de operação contra esquema de corrupção e lavagem de dinheiro
MPSC/ Divulgação
Seis pessoas foram presas preventivamente, incluindo um prefeito e empresários, e 37 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta terça-feira (19) durante operação que apura organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro em Balneário Piçarras, no Litoral Norte de Santa Catarina, e São João Batista, na Grande Florianópolis.
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, as ações da “Operação Regalo” ocorrem em casas, empresas e órgãos públicos de 10 cidades catarinenses e uma em Mato Grosso.
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Servidores e empresários são alvo de operação em 16 cidades de SC contra superfaturamento de obras
A investigação agora busca aprofundar a coleta de provas relacionadas a contratos de prestação de serviços de obras e urbanização da Orla Norte de Balneário Piçarras, além de outros contratos do município e em São João Batista.
Só em Balneário Piçarras, segundo o MPSC, os investigados teriam recebido cerca de R$ 485,9 mil em propina paga com dinheiro público. A Justiça determinou o bloqueio dos valores.
Um prefeito, que não teve o nome divulgado, foi preso preventivamente, além de empresários suspeitos de manter as práticas ilícitas. Foram cumpridas medidas de busca e apreensão contra servidores, ex-servidores e agentes políticos.

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O g1 buscou contato com os municípios, mas não obteve retorno até a última atualização da reportagem. Os mandados foram cumpridos nos seguintes municípios:
Timbó
Biguaçu
Piçarras
São João Batista
Tijucas
Indaial
Itapema
Itajaí
Porto Belo
Bombinhas
Colider (MT).

Como atuavam?
As investigações começaram em 2024, sob a presidência do Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) de Itajaí, e tramitam em sigilo. O MPSC informou que apura indícios de atuação de um grupo político em acordos secretos com um grupo empresarial.

Conforme a investigação, há fortes indícios de que os investigados atuavam de forma estruturada, com divisão de tarefas, envolvendo núcleo empresarial e político-administrativo, mediante pagamento de propina correspondente a 3% dos contratos públicos vinculados ao município de Balneário Piçarras e em valores variados em relação a São João Batista.

Segundo o órgão, há evidências de que os integrantes dessa organização criminosa seguem agindo ardilosa e sorrateiramente mediante o pagamento de propinas arcadas com o superfaturamento das obras públicas em municípios do Litoral Norte do estado.

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