Uma das principais preocupações é a vazão das águas acumuladas nos reservatórios das hidrelétricas da região. A abertura das comportas deve ser coordenada com a Defesa Civil para que a situação não se agrave.
"As chuvas aumentaram muito nas cabeceiras dos rios. Quando isso acontece, os reservatórios começam a encher e as hidrelétricas, de forma coordenada, passam a aumentar a vazão. Esse processo é feito de maneira controlada, sempre em conjunto com a Defesa Civil e os municípios, para reduzir os impactos. Por exemplo, a vazão é aumentada quando a maré está baixando, evitando um efeito duplo", disse o governador.
Nos bairros Centro e Matadouro, a cheia do rio provocou alagamentos. Imagens mostram ruas tomadas pela água e moradores com dificuldade de circulação. Empreendimentos localizados nas margens do rio são os principais afetados.
Segundo o governo, a inundação da cidade foi causada pela combinação de três fatores: a maré lançante, o período de lua cheia e a intensidade do inverno amazônico.
O governo estadual informou que vai homologar o decreto de situação de emergência emitido pelo município e buscar recursos junto ao governo federal.
Cidade está em situação de emergência
Daian Andrade/Rede Amazônica
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A Defesa Civil informou que o nível dos rios deve começar a baixar ao longo da semana. Não há previsão de novas chuvas fortes, apenas pancadas isoladas, sem risco de novos alertas.
O órgão explicou que a redução não será imediata. O escoamento da água ocorrerá de forma gradual, ajudando a diminuir os alagamentos.
Além de Ferreira Gomes, municípios como Calçoene, Laranjal do Jari, Cutias, Itaubal e Tartarugalzinho também enfrentam problemas com a cheia dos rios.
Alagamento no bairro Centro, em Ferreira Gomes (AP).
Gabriel Morais/Rede Amazônica
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