Alunos devem passar por detectores de metais antes de entrarem no Instituto São José
Richard Lauriano/Rede Amazônica
Quase duas semanas após o ataque a tiros que matou duas servidoras no Instituto São José, em Rio Branco, no último dia 5 de maio, a escola retomou as aulas presenciais nesta segunda-feira (18).
Operação Escola Segura
Em entrevista à Rede Amazônica, o subcomandante-geral da Polícia Militar (PM-AC), coronel Kleison Albuquerque, explicou que o órgão ampliou a Operação Escola Segura, que visa dar mais tranquilidade e segurança aos pais, alunos e professores.
“Nós temos o efetivo todo do policiamento comunitário empregado, são 29 policiais pela manhã e pela tarde. Contudo, nós pedimos a colaboração dos nossos comandantes de unidade. Então, todas as unidades da Polícia Militar de Rio Branco e do interior estão reforçando a operação e, dessa forma, temos o direcionamento do nosso policiamento ostensivo nas proximidades das escolas, fazendo saturação, além de atividades de acolhimento na escola”, explicou.
O subcomandante detalhou ainda que também está sendo feita uma ação de varredura de inteligência para identificar potenciais ameaças, além de ter um serviço de acolhimento do estudante vítima.
“Então, a Polícia Militar está atuando nessas diversas frentes. Nós temos toda a rede de apoio e temos outros órgãos, contribuindo para que essa sensação de segurança melhore. A Operação Escola Segura, então, é essa ação da Polícia Militar, contribuindo também com a nossa comunidade”, reforçou.
Sob forte comoção, servidoras mortas em ataque no Instituto São José são enterradas
Investigação
O adolescente suspeito do ataque se apresentou no Comando-Geral da Polícia Militar, a cerca de 550 metros do colégio, pouco depois dos disparos e foi apreendido.
A polícia informou que a arma usada no crime pertence ao padrasto do jovem. O homem chegou a ser conduzido à delegacia, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado ainda no mesmo dia do ataque.
Segundo a Polícia Civil, duas linhas de investigação foram abertas: uma para apurar o ato infracional cometido pelo adolescente e outra para investigar a responsabilidade do padrasto pela guarda da arma.
Além disso, o Ministério da Educação (MEC) determinou o envio de especialistas do Programa Escola que Protege ao Acre após o ataque.
Após o ataque, o governo do Acre e a Prefeitura de Rio Branco decretaram luto oficial de três dias. As aulas das redes pública e privada foram suspensas até a próxima sexta-feira (8).
Ataque ocorreu no Instituto São José, que fica no Centro de Rio Branco
Reprodução/g1
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