Segurança vítima de racismo em rodeio em Guaíra, SP, pede que caso não fique impune
A segurança Márcia Cristina, que foi vítima de injúria racial e racismo em uma publicação nas redes sociais nesta semana, disse esperar que o caso não fique impune. Na madrugada de sexta-feira (15), Thaile Rodrigues Pereira Fortunato, de 24 anos, fez um vídeo com falas discriminatórias contra Márcia após um desentendimento entre as duas no rodeio de Guaíra (SP).
"Eu espero que esse caso sirva de exemplo para muitas pessoas, porque tem muitos racistas na cidade e a gente é muito discriminada por causa da cor da pele. Eu acho isso injusto, é uma revolta muito grande. Não dá pra ficar impune, não".
Advogado da Associação Arena e Eventos, responsável pela 31ª edição do rodeio de Guaíra, Cleber Ferreira disse que acompanha os desdobramentos de perto.
"Quando a gente soube dos fatos, de imediato, já chamou a pessoa que sofreu essa injúria, fizemos todo o acompanhamento dela, a realização do boletim de ocorrência e estamos acompanhando os fatos. Queremos que isso seja realmente levado a cumprir a lei como a lei determina".
Vídeo gerou indignação nas redes sociais
No vídeo publicado nas redes sociais, Thaile utilizou falas discriminatórias ao comentar o desentendimento ocorrido durante o rodeio.
"Estou pensando aqui, tem uns pretos que têm autoestima de branco, não tem base. Vocês acreditam que o meu carro estava estacionado em frente ao palco, a segurança não veio embaçar comigo? Porque eu acho que ela não gostou de mim. Mesmo com a pulseira, com tudo bonitinho, ela ia me tirar do sério e eu tive que ofender ela. Ela veio falar que eu não presto. Se eu pudesse, não deixava existir nenhum tipo de gente dessa cor. Deus me livre”, publicou.
Thaile Rodrigues Pereira Fortunato é investigada por racismo em Guaíra, SP
Reprodução/Instagram
Segundo o delegado Rafael Domingos, responsável pelo caso, o conteúdo passou a circular amplamente em redes sociais e aplicativos de mensagens, provocando indignação entre usuários.





