Quadrilha que roubava mansões na Zona Sul do Rio é alvo de operação
A Justiça do Rio manteve a prisão de seis homens suspeitos de integrar o núcleo financeiro de uma quadrilha especializada em roubos a casas de luxo na Zona Sul do Rio.
Na decisão desta sexta-feira (15), o juiz Diego Fernandes Silva Santos destacou a "existência de provas que denotam a prática reiterada do crime".
Um deles também consegue entrar na casa, mas o grupo foge após a chegada de um carro de segurança particular. Segundo a polícia, um dos criminosos escapou pela mata.
Em outro caso, registrado em fevereiro deste ano em São Conrado, homens armados aparecem circulando pela cozinha e pela sala de uma casa à procura de objetos de valor.
No fim de março, a mesma quadrilha teria invadido outra residência no Jardim Botânico. Câmeras flagraram três criminosos armados dentro do closet da vítima. De acordo com a polícia, os assaltantes obrigaram a moradora a abrir o cofre e levaram joias e dinheiro.
Eles também fizeram buscas nas gavetas e forçaram a vítima a desbloquear o celular para realizar transferências bancárias.
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Segundo os investigadores, o dinheiro transferido era rapidamente pulverizado em diferentes contas para dificultar o rastreamento e a recuperação dos valores.
Foi justamente a partir dessas movimentações financeiras que a polícia chegou aos seis presos na operação. Com eles, os agentes apreenderam mais de 20 cartões bancários, uma máquina de cartão e celulares.
A delegada Daniela Terra afirmou que os presos atuavam na lavagem do dinheiro obtido nos roubos.
“São laranjas que recebem os valores e depois pulverizam esse dinheiro para outras contas. Sem eles, o crime não ocorre por completo”, disse.
A polícia tenta identificar e prender os criminosos responsáveis pelas invasões às mansões. Os suspeitos aparecem em imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores.
“A gente pede que as pessoas forneçam informações para o Disque Denúncia. É muito importante. E quem empresta a conta corrente para receber valores sem saber a procedência pode estar contribuindo para um crime hediondo”, falou a delegada.
A reportagem não teve acesso à defesa dos presos.





