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Quem é Oséias Gomes, CEO de franquia milionária indiciado por mandar matar diretor da própria empresa no Paraná

CEO de franquia com mais de mil unidades é indiciado por mandar matar diretor da empresa
Oséias Gomes de Moraes, empresário de 54 anos indiciado por mandar matar um antigo diretor da própria empresa, é CEO da Odonto Excellence, rede de franquias que possui mais de 1,3 mil unidades no Brasil, Paraguai, Angola, México e Argentina. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PC-PR), o crime foi cometido porque ele tinha medo de perder o controle do negócio.

A empresa, que foi fundada pelo empresário, é sediada em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, e é considerada a maior franqueadora de clínicas odontológicas do Brasil.

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Oséias também é fundador da incubadora de startups Lions Startups e proprietário do Resort EcoBusiness – ambos na mesma cidade.
O gestor ainda dá palestras sobre empreendedorismo e escreveu três livros sobre gestão empresarial: "Gestão Fácil", "Negócio Escalável" e "Empreenda pelos Princípios Bíblicos".
Oséias Gomes de Moraes tem 54 anos
Divulgação
Natural de Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, Oséias é filho de agricultores. Ele cresceu em fazendas e, na adolescência, se mudou para Telêmaco Borba.

Ele estava entrando com o carro na garagem, com a filha dentro do veículo, quando foi atacado por dois homens. O diretor da empresa chegou a lutar com os criminosos e sacou a própria arma para tentar reagir, mas foi rendido e morto a tiros.
"O crime foi praticado através de uma ação coordenada e planejada, executada mediante emboscada em frente à residência da vítima. O mandante teria utilizado uma rede de intermediários e operadores financeiros para viabilizar a execução, realizada por terceiros já indiciados anteriormente", aponta Timossi.
O delegado justifica que o inquérito levou quatro anos para ser finalizado devido ao trabalho investigativo ter sido complexo, envolvendo quebra de sigilos bancários, análise de dados telemáticos (como de mensagens trocadas pelos envolvidos, por exemplo), oitivas de diversas testemunhas, entre outras diligências.
Segundo ele, no início da investigação, o nome do empresário foi citado por envolvidos, mas ainda faltavam provas concretas, obtidas recentemente, para o indiciamento de agora.

O delegado ressalta que foram identificadas transferências bancárias de contas controladas pelo investigado para as contas de operadores logísticos do crime em datas próximas ao homicídio, somando valores utilizados para o custeio da operação e pagamento dos executores, e que antes morrer a própria vítima havia manifestado a familiares o receio por sua integridade física, apontando o CEO como o principal interessado em eventual atentado contra sua vida.
Homicídio qualificado
Oséias Gomes foi indiciado por homicídio qualificado – por motivo torpe, pagamento de recompensa e emboscada, que dificultou a defesa da vítima – na condição de mandante intelectual e financiador do crime.
O inquérito foi encaminhado para análise do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que agora avalia se vai oferecer, ou não, denúncia criminal à Justiça.

"O relatório da Polícia Civil foi encaminhado nesta terça-feira, 12 de maio, à 10ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, que possui atribuição para atuar no caso. A partir de agora, o procedimento será analisado pelo Ministério Público do Paraná, que deverá se manifestar no prazo legal de 15 dias, podendo oferecer denúncia, requisitar novas diligências ou promover o arquivamento do inquérito policial", disse o MP ao g1.
Oséias Gomes de Moraes (à esq.) e José Claiton Leal Machado (à dir.)
Divulgação – Cedida pela família
Outros cinco homens envolvidos no crime
O delegado Luis Gustavo Timossi destaca que a conclusão do inquérito contra Oséias Gomes é fruto de uma progressão investigativa baseada em inquéritos anteriores, que apontaram a participação direta de outros cinco homens no crime, segundo a polícia:
Paulo Santos da Silva, réu por coordenar o ataque, mas está foragido;
Wallax Alves da Silva, enteado de Paulo, réu por receber e repassar dinheiro aos executores do crime. Ele aguarda o julgamento em liberdade;
João Victor da Gama Cezário, réu por receber e repassar dinheiro aos executores do crime. Ele aguarda o julgamento em liberdade;
Douglas Roberto Ferreira, que chegou a ser indiciado por executar o assassinato junto a Diones, mas não será julgado porque foi impronunciado (a Justiça entendeu que não há provas suficientes). Ele está foragido por outros crimes;
Diones Henrique Rodrigues Raimundo, que foi condenado por executar o crime e está preso.
O g1 tenta identificar as defesas dos envolvidos.
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