PF faz operação contra Cláudio Castro e dono da Refit; entenda
O ex-governador Cláudio Castro (PL) estava em casa com a mulher e os 2 filhos quando a Polícia Federal bateu em sua porta.
Agentes saíram da Superintendência Regional, na Praça Mauá, no fim da madrugada desta sexta-feira (15), para cumprir os 17 mandados de busca e apreensão da Operação Sem Refino.
A ação investiga possíveis fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos. O grupo é considerado um dos maiores devedores de impostos do país.
Um desses mandados era para a residência de Castro, em um prédio no Península, condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
Os policiais federais designados para este endereço foram em carros descaracterizados, em vez de viaturas adesivadas. Essa equipe teve o auxílio de agentes armados — que não entraram no apartamento do ex-governador.
O g1 apurou que quem abriu a porta para a PF foi o próprio Castro.
As buscas no apartamento duraram quase 3 horas. Um celular e um tablet foram apreendidos, segundo a defesa.
A defesa do ex-governador afirma que “foi surpreendida com a operação” e que Castro “está à disposição da Justiça para dar todas as explicações, convicto de sua lisura”.
Agentes da PF armados na porta da casa de Cláudio Castro
Rafael Nascimento/g1
A operação
Os 17 mandados da Operação Sem Refino foram expedidos, a pedido da PF, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas.
Essa ADPF tratava das regras para a atuação de operações policiais em comunidades do Rio de Janeiro, mas passou a apurar também a atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.
🔎A ADPF é um instrumento jurídico usado para evitar ou reparar violações a preceitos fundamentais da Constituição por atos do poder público.
Segundo a PF, a ação desta sexta investiga a suspeita de que a Refit utilizou sua estrutura societária e financeira “para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, é alvo de um mandado de prisão. A corporação solicitou a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos mais procurados do mundo.
Moraes ainda determinou 7 medidas de afastamento de função pública.





