Suspeito é filho de vereadora baiana
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A vereadora de Salvador Débora Santana (PSDB) tenta derrubar a decisão da Justiça contra ela e o filho, o administrador e empresário Cleydson Cardoso Costa Filho, pelo atropelamento do atleta Emerson Silva Pinheiro. A informação foi confirmada ao g1 nesta quinta-feira (14).
O acidente aconteceu no dia 16 de agosto de 2025, no bairro da Pituba — área nobre da capital baiana. Devido ao impacto do atropelamento, o corredor teve a perna direita amputada e sofreu fraturas complexas na perna esquerda.
O motorista do carro era Cleydson, que chegou a ser preso em flagrante, com sinais de embriaguez, mas foi liberado depois, mesmo sendo réu no caso. Débora foi incluída posteriormente. Após ação movida pela defesa da vítima, a Justiça determinou em abril que os dois pagassem uma pensão mensal e o custeio de duas próteses para a vítima. A vereadora recorreu.
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No recurso, além de pedir a suspensão da liminar da Justiça, Débora Santana pede a exclusão do seu nome da ação e chegou a solicitar a gratuidade processual. No entanto, acabou pagando o custo do caso, depois que a Justiça pediu comprovação do direito ao benefício — que é destinado a pessoas sem condições de arcar com o valor.
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Em nota enviada ao g1 e na contestação judicial, a defesa da vereadora destaca que ela não participou diretamente do ato que ocasionou o acidente e que o filho é maior de idade e, por isso, deve responder individualmente pelos seus atos. O caso será avaliado.
"A defesa entende ainda que os advogados do senhor Emerson Pinheiro estão tentando vincular o nome da vereadora ao caso em razão de sua condição de pessoa pública, buscando dar maior repercussão ao processo", diz o posicionamento de Débora.
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Em contrapartida, a advogada Losangela Passos, que faz a defesa de Emerson, pontua que a vereadora está na condição de ré por ter assumido a responsabilidade ao oferecer apoio inicial ao atleta, em nome do filho. Juridicamente, o ato é enquadrado como assunção voluntária de responsabilidade e comportamento concludente.
"Ela assumiu publicamente, em nota veiculada na imprensa, que compõe as provas do processo, e adotou uma posição de garantidora da reparação civil, prestando assistência material, inclusive pagamento de ajuda mensal. Além disso, criou em Emerson uma legítima expectativa de que proveria o suporte necessário à sua sobrevivência e reabilitação, inclusive, verbalizando em reunião presencial com ele que 'ganhou mais um filho'", afirmou a defesa do corredor em abril.
Entenda decisão anterior
Emerson Pinheiro foi atropelado em Salvador
Reprodução/Redes Sociais
Na decisão de abril, a Justiça entendeu que há indícios suficientes da responsabilidade de Cleydson e Débora Santana. Também citou o risco de agravamento do quadro clínico da vítima, que deixou de receber auxílio de Débora depois da soltura de Cleydson.
A Justiça destacou que a interrupção do tratamento já causou prejuízos físicos, como perda de mobilidade e desenvolvimento de fibrose.





